Fúria do açúcar: Diabetes e saúde oral

Os diabéticos têm mais problemas de saúde oral.

O segredo para evitar complicações é controlar a glicemia (nível de açúcar no sangue). Na ausência de higiene oral e cuidados diários, as bactérias acumuladas na boca alimentam-se de glicose e dos restos de alimentos (ex. doces). Estes vão decompor-se e originar ácidos agressivos que danificam as gengivas, provocam o desgaste mineral dos dentes e o aparecimento de cáries que podem levar à perda de dentes.

Outras dificuldades são as aftas (infeção fúngica) e a boca seca, porque afetam o paladar e o engolir dos alimentos. Sinais como odor desagradável, manchas dolorosas brancas ou avermelhadas, feridas e reduzida quantidade de saliva, não devem ser ignorados.

O aumento da glicose no sangue também não ajuda a cicatrização do osso e dos tecidos dentários, importante em implantes dentários. ​A capacidade de recuperação é muito mais lenta. Por isso, se for diabético, antes de qualquer tratamento, avise o seu médico dentista.

Em Portugal, segundo a Direcção-Geral da Saúde, mais de um milhão de pessoas entre os 20 e os 79 anos são diabéticos e apenas 7,5 por cento estão diagnosticados.

Para manter uma boca saudável, siga os conselhos:

  • Evite alimentos que favorecem o desenvolvimento de cáries e o desgaste do esmalte dos dentes;
  • Não fume;
  • Examine com frequência a boca e conheça os sinais iniciais das doenças: dentes manchados, gengivas vermelhas, inflamadas e de sangramento fácil, dor de dentes ao mastigar, sensibilidade dentária, dentes a abanar ou quebrados, feridas ou pequenas ulcerações dolorosas e mau hálito;
  • Escove cuidadosamente os dentes «2x2x2», isto é, pelo menos duas vezes por dia, durante dois minutos e evite comer duas horas após a escovagem;
  • Limpe os espaços entre os dentes com escovilhões interdentários, fita ou fio dentário;
  • Utilize dentífricos fluoretados (com, pelo menos, 1.400 a 1.500 ppm, no caso dos adultos);
  • Substitua a escova de dentes a cada 3-4 meses;
  • Aconselhe-se na farmácia sobre os problemas menos graves da boca, produtos de higiene oral e medicamentos adequados a cada situação. O farmacêutico pode também explicar as técnicas corretas de escovagem e limpeza interdentária. Pode ainda aconselhar sobre produtos de higienização de próteses dentárias e aparelhos ortodônticos. Sempre que a situação o justifique, o farmacêutico aconselhará consultar o médico dentista;
  • Mesmo que não tenha qualquer problema, deve consultar o médico dentista a cada seis meses para fazer um check-up.

Texto de CEDIME

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