Estenose aórtica

Doença cardíaca que afeta 30 mil portugueses, atingindo um em cada 15 pessoas com mais de 80 anos

A estenose aórtica trata-se de um aperto de uma válvula cardíaca, cuja função é evitar que o sangue bombeado pelo coração volte
para trás.

Esta doença resulta habitualmente de um processo degenerativo que se manifesta após os 70 anos, provocado pelo envelhecimento. Noutros casos a válvula aperta em consequência de defeitos à nascença ou após infeções graves que atingem o coração.

Sintomas

Quando existe este estrangulamento, o sangue passa com dificuldade e a circulação fica reduzida. Por isso numa situação de esforço pode surgir cansaço, dor no peito ou até desmaios.

Diagnóstico

É realizado por ecografia cardíaca na sequência da deteção de um sopro na auscultação pelo médico do coração. Após os primeiros sintomas e nos apertos de alto grau deve agir-se rapidamente, pois esta doença pode conduzir à morte.

Tratamento

A única solução terapêutica eficaz é a colocação de uma prótese que substitui a válvula que funciona mal. A cirurgia cardíaca convencional é a solução preconizada na maioria dos casos. Exige abrir o esterno e requer circulação sanguínea artificial sob anestesia profunda. Demora quatro horas e a recuperação pode demorar meses.

O cateterismo permite tratar as válvulas cardíacas através de uma pequena incisão para aceder à circulação sanguínea, utilizando as artérias como canal de reparação do coração. Demora uma hora e meia e pode ser feita quase sem anestesia, com recuperação em duas semanas. Permite um restabelecimento mais rápido, pois é muito menos invasivo.

Qualquer que seja a intervenção, há que manter a toma de medicação com rigor e ser reavaliado periodicamente para prevenir potenciais complicações. É também importante adotar um dieta cuidada, particularmente no que respeita ao sal, praticar exercício regularmente e controlar a tensão arterial e o colesterol.

Prevenção

Não são conhecidas formas seguras de prevenção, havendo controvérsia sobre se as estatinas (substâncias utilizadas para reduzir o colesterol) podem impedir a progressão. Importa intervir na válvula doente atempadamente pois as melhorias produzidas pelos medicamentos são limitadas e não evitam as complicações graves.


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