Estas são as principais doenças ginecológicas

Tratar da sua saúde intima é tão ou mais importante do que tratar do resto do seu corpo. Dê uma vista de olhos nas principais doenças ginecológicas e mantenha-se prevenida.

A ida ao ginecologista é muito importante para a saúde intima das mulheres. Esta deve ser feita de seis em seis meses de modo a garantir que está tudo bem e principalmente, evitar as doenças que possam surgir. O facto de não fazerem estas consultas de rotina, faz com que fiquem mais propícias ao surgimento destas doenças, que se propagam através de bactérias. Como forma de conseguir prevenir-se e manter a sua saúde intima perfeita, conheça as cinco doenças mais comuns entre o sexo feminino e saiba quais são os seus sintomas.

Vulvovaginite - Esta doença consiste numa infeção da vulva, vagina e do colo do útero, que geralmente é causada por bactérias, fungos ou até mesmo pela alteração da flora bacteriana. Normalmente esta surge pelo aumento das bactérias, quando a imunidade está mais baixa.

Sintomas:
- corrimento liquido;
- odor forte;
- comichão na vagina;
- vermelhidão;
- surgimento de bolhas, úlceras e também verrugas;
- ocorrência de dor durante o sexo.

A vulvovaginite não é contagiosa e pode ser tratada através de antibióticos, uso de roupas adequadas e também de cortisona.

Síndrome de Stein-Leventhal - Esta doença é uma das principais causas de infertilidade nas mulheres que não conseguem ovular de forma adequada. Geralmente surge durante a adolescência, quando os ovários tem uma grande quantidade de folículos. Além disto, pode surgir também o aparecimento de acne, oleosidade na pele e aumento de peso. Embora não seja uma doença contagiosa, esta não tem cura, mas pode ser controlada com estes tratamentos.

- medicamentos adequados a cada paciente;
- utilização de pílulas, como forma de controlar o ciclo menstrual;
- manter um estilo de vida saudável com exercícios.

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Endometriose - Designada de "doença da mulher moderna" esta costuma surgir pelo facto de as mulheres adiarem cada vez mais a maternidade, ou simplesmente por decidirem não ter filhos. É uma doença caracterizada pela presença de tecido endométrico fora do seu local, ou seja quando este acaba por revestir mais do que o interior do útero. Embora nem todas as mulheres sofram destes sintomas, estes podem ser:

- cólicas menstruais;
- ocorrência de dor durante o sexo;
- libertação de sangue ou dor ao fazer xixi;
- constipação intestinal.

São no entanto também, realizados exames como é o caso da ecografia, ressonância magnética e ainda exames de sangue. No caso das mulheres que pretenderem ser mães, são feitos vários tratamentos como a inseminação intra-uterina ou a fertilização in vitro.

Mioma uterino - Caracterizado por um tumor benigno no útero, geralmente surge em mulheres entre  os 30 e os 50 anos. Genético, este pode apresentar um crescimento significativo e assim causar hemorragias, cólicas, aumento do útero e ainda infertilidade. Os sintomas mais comus desta doença são:
- cólicas;
- vontande constante de urinar;
- excesso de sangue durante a menstruação;
- sensação de pressão na barriga;
- ocorrência de dores durante o sexo.

Neste caso existem duas soluções, a primeira e quando os miomas são pequenos apenas precisam de irem sendo observados, para garantir que está tudo bem. A segunda solução, para os miomas que tem tamanhos consideráveis, é  retirada do útero.

Doença inflamatória pélvica - Esta é a doença mais rara, de todas as que já lhe demos a conhecer. Atinge apenas 3% das mulheres, sendo na maior parte dos casos jovens e com uma vida sexual bastante ativa. Como é uma doença causada por múltiplas bactérias, os seus sintomas são:
- corrimento com forte odor;
- febre;
- dor na zona abaixo do umbigo.

O tratamento é feito com o uso de antibióticos e em alguns casos, a paciente precisa mesmo de ser internada no hospital, para que possa receber o tratamento pela veia. É uma doença ginecológica que embora seja tratada, pode voltar a reaparecer.

Agora que conhece as 5 principais doenças ginecológicas, está na altura de visitar regularmente o seu ginecologista e acima de tudo, prevenir-se.

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