Criopreservação de células estaminais

Tudo o que precisa de saber antes de se decidir a optar por este método

Todos os pais desejam dar o melhor aos seus filhos e é por isso que as escolhas que têm de fazer antes do bebé nascer são tão difíceis. São várias as decisões que os futuros pais têm de tomar relacionadas com a vinda do novo ser. A escolha do nome, a decoração do quarto, o local do parto...

Os pais têm hoje a possibilidade de fazer uma nova opção que pode um dia salvar vidas, recorrendo à criopreservação das células estaminais. Para tomar uma decisão consciente é importante estarem informados, saberem exatamente o que são estas células e o que podem fazer pela saúde dos seus filhos e familiares. Contamos-lhe tudo.

Poderes especiais

As células estaminais são células indiferenciadas muito primitivas que têm uma capacidade extraordinária de se transformarem nos vários tipos de células adultas que compõem o nosso organismo. Esta habilidade permite desencadear os processos de regeneração dos tecidos onde se encontram (medula óssea, mucosa nasal, sangue periférico, córnea, retina, polpa dentária, fígado, pele, trato gastrointestinal e pâncreas), estando ainda presentes, à nascença, no cordão umbilical.

Amostra pura

As células estaminais presentes no cordão umbilical têm a vantagem de serem mais puras e primitivas e, pelo facto de ainda não estarem expostas a fatores ambientais, a probabilidade de terem sofrido alterações no seu ADN (por exemplo causadas pela radiação solar e toxinas) é menor. Face às capacidades extraordinárias destas células, surgiram no mercado várias empresas com um sentido de missão com soluções na área das ciências da vida, com vista à melhoria contínua da qualidade de vida da população.

Recolha segura

O processo de recolha das células estaminais do cordão umbilical realizado pela Cytothera, uma das companhias a atuar nesta área em Portugal (foi o primeiro laboratório em Portugal e na Europa a isolar e criopreservar as células estaminais, também denomidas mesenquimais, a partir do tecido do cordão umbilical) cumpre os critérios definidos pela International Society for Cellular Therapy, é
não-invasivo, indolor e não representa qualquer risco, quer para a mãe, quer para o recém-nascido.

As células criopreservadas têm um grau de pureza superior a 98 por cento e uma viabilidade celular média de 95 por cento. Constituem uma fonte imediata em caso de necessidade, eliminando a dificuldade associada à procura de um dador compatível e aumentando a probabilidade de sucesso terapêutico. São criopreservadas em quatro tubos diferentes para que possam ser utilizadas em quatro diferentes momentos da vida, em várias aplicações terapêuticas, podendo ainda ser expandidas (multiplicadas).

O período limite para avançar com o processo

Entre quatro a oito semanas antes da data prevista para o parto deve comprar o kit de recolha, de forma a poder tirar todas as dúvidas e garantir que o recebe atempadamente em caso de parto prematuro. As células estaminais recolhidas do cordão umbilical são criopreservadas através de um processo de congelação a temperaturas criogénicas abaixo dos -150º C.

Como se processa o processo de criopreservação

À chegada ao laboratório é retirada uma amostra de sangue para determinar a viabilidade e o número de células estaminais recolhidas. Estas são separadas das restantes células e inicia-se o processo de criopreservação com descida controlada da temperatura.

A amostra é mantida em tanque de azoto líquido durante o tempo de duração do contrato ou até ser requisitada. Quatro a seis semanas após a recolha, a empresa contratada entra em contacto com os pais para informar do sucesso do procedimento e dos resultados das análises efetuadas.

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