Contracetivos orais

Ginecologista fala dos riscos da automedicação

Os portugueses são dos povos europeus que mais se substituem os médicos, ingerindo medicamentos que nem sempre sempre são os mais adequados à sua situação Com os contracetivos, sobretudo com a pílula, sucede o mesmo.

Esta tem ainda a vantagem de, além de funcionar como contracetivo, pode servir para controlar problemas de acne ou excesso de pelos, daí a necessidade de tomar a mais adequada.

A ginecologista Maria do Céu Santo alerta que «deve ser
prescrita de acordo com o perfil de cada mulher, tendo em conta o peso, o
grupo etário e o historial de saúde». Segundo a ginecologista, «começar a tomar a pílula escolhendo a mesma marca que a amiga utiliza é o maior erro da automedicação anticoncecional, uma vez que a escolha deve ser precedida de observação clínica e exames médicos».

A especialista avisa ainda que «o uso de anticoncecionais sem indicação médica, consoante o teor de estrogénios e progestagénios poderá provocar cefaleias, perturbações gastrointestinais, tensão mamária, alterações de peso e da libido, irritabilidade, tendências depressivas, alterações da pele, entre outros sintomas».

Quanto tempo deve demorar a toma da pílula

«Atualmente, existem várias tipologias de pílulas, que podem ser orais, transdérmicas (adesivo), intravaginais (anel), subcutâneas (implante), injetáveis (progesterona) e intrauterina. A sua toma diverge de acordo com cada fórmula. Deve seguir as indicações do médico e ter atenção às contraindicações», diz Maria do Céu Santo.


Texto: Fátima Lopes Cardoso com Maria do Céu Santo (ginecologista)


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