Como é feito o rastreio e o diagnóstico do HPV?

O teste para o despiste do HPV envolve técnicas biologia molecular.
créditos: AFP/PASCAL LACHENAUD

O diagnóstico pode ser feito através da história clínica, de exames físicos e de métodos de biologia molecular. O rastreio da sequela mais importante (o cancro do colo do útero) é feito por rotina através do Papanicolau, recolha citológica de células do colo do útero, que embora não detete a presença do vírus, permite reconhecer as alterações que ele causa nas células.

A colposcopia (exame da vagina e do colo uterino com o auxilio do colposcópio) e peniscopia (exame do pénis com o auxilio do colposcópio) são técnicas que permitem a pesquisa de condilomas nas mucosas, que constituem um sinal claro da infeção por HPV.

A biopsia é uma colheita de um fragmento suspeito do colo do útero, utilizada para a observação e caracterização das alterações celulares através da análise microscópica de uma amostra, e é efetuada em situações concretas, nomeadamente como resultado de uma citologia e colposcopia positivas.

O teste para o despiste do HPV foi introduzido no diagnóstico deste tipo de infeções e foram desenvolvidas técnicas de biologia molecular (como o teste de captura híbrida e os testes de genotipagem e mRNA E6/E7, por PCR) que permitem a deteção de DNA viral em fragmentos de biópsia ou escovado cervical, e possuem ainda elevada especificidade e sensibilidade.

Em relação ao teste de captura híbrida, o mesmo permite fazer o despiste inicial dos genótipos de alto risco (habitualmente em paralelo com citologia se a idade for superior a 30 anos) tendo uma sensibilidade clínica de 94%. O teste de genotipagem permite um caraterização individual dos genótipos, estando o teste do mRNA E6/E7 reservado para a detecção da persistência e replicação do DNA Viral, enquanto marcador da instabilidade cromossómica e marcador de transformação oncogénica.

As técnicas indicadas, são, até ao momento, a única forma de diagnosticar inequivocamente o HPV.

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