Clamídia

O que fazer para se proteger desta doença sexualmente transmissível

A clamídia é uma das doenças sexualmente transmissíveis (DST) mais prevalentes nos países desenvolvidos e Portugal não é exceção, podendo esta patologia ser transmitida por contacto sexual vaginal, oral e anal.

Esta doença tem causa bacteriana, sendo causada pela bactéria Chlamydia trachomatis e afeta ambos os sexos, apesar de as mulheres correrem um risco mais elevado que os homens.

Devido ao seu caráter assintomático, a clamídia passa muitas vezes despercebida, tornando-se uma doença de fácil transmissão especialmente em adultos jovens. «A falta de tratamento pela ausência de sintomas é um dos principais factores para o elevado contágio e possíveis complicações a longo prazo desta doença, especialmente ao nível do sistema reprodutivo feminino», esclarece Bram Broms, médico da clínica online euroClinix.

Sintomas da clamídia

A clamídia é assintomática em 50% dos homens e em cerca de 70 a 80% das mulheres, o que torna difícil o seu diagnóstico. No caso de ocorrerem sintomas, estes podem desenvolver-se apenas alguns dias ou semanas após o primeiro contacto com a infeção, podendo caracterizar-se nas mulheres por corrimento vaginal e ardor ao urinar e nos homens por corrimento na ponta do pénis, ardor ao urinar e dor e desconforto.

Nas mulheres, e quando a infeção já se encontra mais avançada, pode ocorrer dor no baixo abdómen e na zona pélvica, especialmente após as relações sexuais, o que pode traduzir a disseminação da infeção para o útero e trompas de Falópio, causando a doença inflamatória pélvica. Esta doença, quer sintomática ou assintomática, pode danificar permanentemente o sistema reprodutivo da mulher, levando à gravidez ectópica e até mesmo à infertilidade.

Prevenção e tratamento

A clamídia é eficazmente prevenida pela utilização do preservativo masculino durantes as relações sexuais vaginais, anais e orais. No caso da penetração vaginal, também pode ser usado o preservativo feminino, bem como o dique ou lençol de borracha no sexo oral nas mulheres. As relações monogâmicas, com um(a) parceiro(a) testado(a) negativamente à clamídia diminuem igualmente o elevado risco de infeção.

Por se tratar de uma doença de causa bacteriana, a clamídia é facilmente tratada com recurso a antibióticos. Durante o tratamento, recomenda-se a abstinência sexual até uma semana após o tratamento, de forma a evitar a infeção do(a) parceiro(a). Ambos os parceiros devem seguir o tratamento, no caso de ser diagnosticada a doença, para evitar a reinfeção. Após o ciclo antibiótico devem fazer-se novos testes para garantir que o tratamento foi eficaz contra a doença.

A falta de tratamento e as infeções sucessivas por clamídia aumentam o risco de complicações, em especial no sistema reprodutor da mulher. Nas mulheres grávidas infetadas, podem ocorrer complicações como o aborto, parto prematuro e morte durante o nascimento. Durante o parto é também possível transmitir a infeção ao recém-nascido pela passagem pelo canal vaginal.

A infeção por clamídia no recém-nascido pode levar a problemas pulmonares e a conjuntivites (infeção dos olhos). Apesar de raro, pode desenvolver-se síndrome de Reiter em ambos os sexos, devido à reação excessiva do sistema imunitário à infecção por clamídia, levando a artrite e inflamação ocular.

Texto: Clínica euroClinix

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