Cancro da próstata mata 1800 homens anualmente

O que fazer para prevenir e tratar a doença

Em Portugal, são diagnosticados 3000 a 4000 novos casos por ano de cancro da próstata e morrem cerca de 1800 homens anualmente.

«A incidência tem-se mantido estável nos últimos tempos ainda que o diagnóstico seja muito mais frequente do que há uns anos», refere Tomé Lopes, presidente da Associação Portuguesa de Urologia (APU). A partir dos 50 anos, o cancro da próstata é o mais frequente nos homens.

Esta é considerada a segunda causa de morte no sexo masculino. «O cancro da próstata, nos seus estadios iniciais, não dá sintomas e é nessa fase que é tratável. Quando o cancro da próstata dá sintomas, muito provavelmente, não terá cura», alerta o urologista. Na fase em que o cancro da próstata está localizado e é silencioso, ou seja, assintomático, a taxa de cura ronda os 85%. «Se o homem for voluntariamente ao médico de família ou ao urologista, a deteção precoce é facilitada», reforça o especialista.

Como prevenir

Para o diagnóstico do cancro da próstata, a análise ao PSA e a palpação da próstata são essenciais. «São exames que se complementam porque, ao realizar ambos, encontram-se situações que um ou outro exame não detetaram», esclarece Tomé Lopes. E relativamente aos muitos mitos associados ao toque retal, o urologista tranquiliza os mais receosos e defende que se trata de «um exame simples, indolor e muito fácil de realizar». A mensagem mais importante a reter é mesmo tratar precocemente enquanto a doença está localizada na próstata.

Como tratar


O tratamento depende dos doentes, da idade e das patologias que tenha. Existem três grandes tratamentos para a doença localizada de cancro da próstata: a prostatectomia radical, que pode ser feita por vários meios (cirurgia aberta, cirurgia laparoscópica clássica ou robótica), a radioterapia externa e a braquiterapia prostática. «Esta é uma forma de radioterapia localizada e que se realiza através de umas agulhas sob anestesia geral para diminuir as complicações da radioterapia noutros órgãos e para diminuir a possibilidade de afetação sexual», sublinha Tomé Lopes.


Texto: Cláudia Pinto com Tomé Lopes (urologista e presidente da Associação Portuguesa de Urologia)

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