Aliviar a dor

Seja crónica ou aguda, a dor é uma das principais inimigas da qualidade de vida. Defenda-se!

Segundo um estudo realizado em 2008 sobre a prevalência da dor crónica, 30% dos portugueses sofre deste tipo de dor, que causa não só perturbação física, como um mal-estar psicológico e até emocional.

Não é por isso de estranhar que a dor seja a principal causa de absentismo nacional, principalmente se considerarmos que, segundo o mesmo trabalho de investigação, 35% dos afectados não a têm controlada.

Procurámos Lucindo Ormonde, director do serviço de anestesiologia do Hospital Santa Maria, para tentar saber mais sobre o assunto.

Sinal de alerta

«A dor não é um fenómeno normal. É um sinal de alerta, um aviso, uma consequência. Tem de ser investigada quando persiste ou provoca um compromisso de saúde importante para o doente», começa por explicar o anestesiologista. Mas isto não significa que ao menor sinal doloroso deva correr para o médico.

«A maioria das situações dolorosas são passageiras e autoregulam-se ou são controláveis pela própria pessoa com medicação, mas, se persistir apesar de tratamentos simples como a toma de anti-inflamatórios e paracetamol, for incapacitante e não melhorar, deve ser avaliada por um especialista», refere. Até porque só um profissional de saúde poderá determinar as causas da dor e a melhor terapia a aplicar.

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