A fase pior para a recidiva do cancro da mama

A probabilidade de sobreviver sem o reaparecimento da doença num prazo de cinco a dez anos oscila, em média, entre os 87% e os 76%. As respostas da ciência para o ressurgir do tumor após tratamento

Chama-se recidiva ou recorrência ao reaparecimento do cancro após tratamento. A terapêutica depende essencialmente da extensão com que aparece o tumor e da sua localização. Por exemplo, a recidiva na mama submetida a cirurgia conservadora, sem evidência de disseminação da doença a outros locais, pode tratar-se com mastectomia.

Se aparecerem metástases, focos tumorais em sítios distantes, é necessária uma terapêutica sistémica para desacelerar a progressão da doença. Esta pode constar de quimioterapia, hormonoterapia ou imunoterapia. A radioterapia pode também ser útil, fundamentalmente nas metástases ósseas.

São também muitas vezes necessários cuidados paliativos, ou seja, tratamentos que têm por objetivo não a cura mas o alívio dos sintomas causados pela doença ou pelas terapêuticas aplicadas, com a consequente melhoria da qualidade de vida. Nesta linha engloba-se, por exemplo, a terapêutica da dor.

De acordo com uma dissertação de mestrado em oncologia realizada por Marta Helena da Silva para o Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto, em parceria com o IPO Porto e com a Thomas Jefferson University, em 2010, «a curva de sobrevivência livre de progressão mostra que a probabilidade de sobreviver sem recidiva da doença aos cinco anos e 10 anos é de 87% e 76%».

«Verifica-se que grande parte das recidivas ocorre nos primeiros cinco anos», refere a autora, que cita vários estudos. «A nível mundial, tem-se observado um aumento na incidência de cancro da mama, sendo que uma parte deste aumento, muito provavelmente, está relacionada com o uso crescente da mamografia através dos programas de rastreio», alerta ainda.

Fonte: «34 Copa B - Guia prático sobre a mama, a saúde e a sexualidade» (Academia do Livro) de Ana Paula Avillez (médica imagiologista especialista em senologia) e Marta Helena da Silva (investigadora)

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