8 questões de saúde que nunca ousou colocar

Existem questões que, por medo, falta de coragem ou vergonha, muitas pessoas têm medo de colocar. Especialistas respondem a interrogações que também podem ser as suas

Medo do diagnóstico de uma doença, vergonha de debater certos temas e mitos infundados relacionados com a saúde constituem alguns dos motivos que impedem muitos doentes de tentar esclarecer as suas dúvidas numa consulta médica. Em várias especialidades, independentemente do sexo do paciente, a realidade repete-se. Para acabar com as dúvidas de uma vez por todas, reunimos dois especialistas que aceitaram responder a perguntas por vezes difíceis de fazer . Aproveite esta oportunidade.

Porque é que acordo de manhã com mau hálito?

«As causas do mau hálito são muito variadas. Poderá estar a sofrer de problemas na cavidade bucal, zona dos seios perinasais, da árvore respiratória ou do pré-digestivo. Durante a noite, muitas vezes, a forma de respirar provoca secura nas mucosas nasais e bucais. Também a toma de medicamentos ou o refluxo gastroesofágico podem contribuir para esta patologia», explica Pedro Lobo do Vale, médico de medicina geral, que acrescente que «uma boa higiene bucal antes de deitar ou soro fisiológico nas narinas poderá ajudar».

Evito tomar medicamentos por causa dos efeitos secundários. Posso sentir todas as reações que aparecem na bula?

«Não. O nome medicamento implica por parte das autoridades de saúde e médicas que a noção da sua prescrição é mais benéfica para a saúde de quem o toma do que para aqueles que não o fazem. Algumas pessoas têm reacções alérgicas e/ou efeitos secundários, mas é um grupo menor. O médico deve questionar o paciente sobre eventuais reacções alérgicas antes de prescrever um medicamento. É imprescindível a leitura prévia da bula», explica Pedro Lobo do Vale, especialista em medicina geral.

Após os primeiros dias, esqueço-me de tomar os medicamentos. É grave?

«Pode eventualmente ser grave se o medicamento tiver um período de efeito específico, pois a falta da toma pode provocar a ausência completa da substância no organismo. Por exemplo, se não tomar a pílula um dia há a possibilidade de uma gravidez indesejada, mas existem casos, como nos comprimidos da osteoporose, em que a falha de um dia na toma não constituirá problema», refere Pedro Lobo do Vale.

Depois do nascimento do meu filho, perdi o desejo sexual. Será normal?

«A maternidade está no centro do universo feminino e o nascimento de um filho é algo de fantástico, mas que devemos contextualizar na família, na relação com o companheiro. Os cuidados com o bebé devem ser partilhados, as tarefas familiares devem ser reorganizadas porque os filhos requerem atenção, mas a relação conjugal não pode ser desvalorizada. Há que ser racional e reservar espaço e tempo para a vida a dois», aconselha Daniel Pereira da Silva, ginecologista.

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