7 mentiras que nunca deve dizer ao seu médico

Por desconhecimento, vergonha ou receio de críticas, há quem prefira não contar tudo. Descubra as omissões e os enganos que podem comprometer o diagnóstico final numa consulta.

A maioria dos factos que os doentes omitem em consulta podem não ser mentiras deliberadas mas podem dificultar ou prejudicar (muito) os diagnósticos médicos e/ou até o próprio tratamento de um determinado problema. De acordo com os especialistas, são resultado da perceção errada que temos dos nossos hábitos, muito mais saudáveis, aos nossos olhos, do que na realidade são. Mas não ficam por aqui!

Há casos em que os doentes escondem doenças, relações extraconjugais, sexo desprotegido, falhas na toma de medicação, pela carga social e moral que acarretam, porque não querem decepcionar o médico ou porque não se sentem suficientemente confortáveis para terem uma conversa franca. Saiba quais os factos que tendemos a omitir no consultório e que podem atrasar o diagnóstico e impedir o tratamento de doenças graves.

1. Faço uma dieta saudável

É a mentira mais comum nos consultórios médicos, segundo Alexandra Fernandes, médica de família. «As pessoas dizem geralmente que comem menos e melhor do que na realidade comem. Esse é o motivo pelo qual os médicos e os nutricionistas recomendam escrever um diário alimentar», refere.

«O que acontece é que as pessoas acabam por verificar que comem muitos mais alimentos calóricos e com menos qualidade nutricional do que pensavam e que fazem muitas mais exceções do que na realidade nos relatam», sublinha. Esta perceção errada da dieta ou a mentira deliberada sobre a alimentação, nomeadamente o não cumprimento das medidas estipuladas pelo médico.

«Além de aumentar o risco das habituais complicações que podem advir de uma dieta pouco saudável (excesso de peso e/ou obesidade, diabetes, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, entre outras), pode atrasar ou impedir um objectivo terapêutico, como a perda de peso, por exemplo», diz ainda a especialista.

2. Estou a seguir a medicação receitada

Dizer ao médico que está a seguir a medicação receitada à risca (quando não está) é outra das mentiras mais comuns no consultório. Esta mentira pode dificultar o controlo de doenças crónicas (a hipertensão arterial, a diabetes e a asma são as mais comuns), o tratamento de outras doenças, como a depressão, ou sujeitar o doente a submeter se a exames perfeitamente dispensáveis.

Alexandra Fernandes reconhece que «é muito complicado tomar um medicamento para sempre». «A tendência é ir experimentando para ver se o consegue deixar de tomar», acrescenta ainda. A especialista alerta ainda que «no caso das doenças psiquiátricas, nomeadamente da depressão, mal se encontre melhor, o doente tende a achar que já não precisa desse tratamento».

«Mas este deve ser feito, pelo menos, seis meses seguidos depois da pessoa estar bem, se não o risco de recaída é muito grande e, portanto, a pessoa está a atrasar e a complicar o seu próprio tratamento», diz. Noutros casos, pode ser simplesmente a impossibilidade de suportar os custos da medicação receitada que leva o doente a mentir.

Mas, para esses casos, a médica de família recomenda falar abertamente com o médico. «Com os medicamentos genéricos, conseguimos dar alternativas muito mais baratas», reforça ainda Alexandra Fernandes, que conhece bem o panorama atual do mercado dos medicamentos.

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