E se a sua felicidade dependesse de agulhas?

Um estudo internacional associa a acupuntura à libertação de endorfinas. O recurso a este método terapêutico melhora o ânimo e o estado de espírito de pessoas tendencialmente depressivas

Os benefícios da acupuntura, que recorre a uma combinação de práticas terapêuticas inspiradas nas tradições médicas orientais, são (re)conhecidos internacionalmente e até já mereceram o reconhecimento pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O que os cientistas têm procurado compreender com profundidade nos últimos anos, na totalidade, é como é que as agulhas aliviam efetivamente a dor.

Um estudo realizado em ratos e divulgado pela Nature Neuroscience mostrou que a adenosina, uma molécula com propriedades anti-inflamatórias, tem um papel central neste processo, pois durante e após a sessão, os níveis de adenosina nas zonas tratadas aumentaram 24 vezes. Esta descoberta reforça outras que associam a acupuntura à libertação de endorfinas, substâncias que contribuem para o bem-estar do ser humano.

Além de aumentar a sensação de felicidade em pessoas potencialmente deprimidas, a acupuntura é especialmente recomendada para a redução da dor em casos de fibromialgia e de dores localizadas nas costas, tratamento de náuseas e vómitos em pacientes que se submetem a quimioterapias ou cirurgias e também contribui para a diminuição da tensão emocional.

Experiências laboratoriais anteriores, também com ratos, demonstraram também que o recurso a esta técnica de terapia pode triplicar os efeitos de um composto naturalmente presente no organismo que também é conhecido pelas suas funções anti-inflamatórias e analgésicas. Mas nem só de agulhas vive a acupunctura. A estimulação também pode ser feita com a pressão dos dedos (acupressão), com pedras quentes ou ainda com recurso a laser.

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