Viciado em sushi?

Em poucos anos, passou de algo exótico e desconhecido a uma especialidade gastronómica que já conquistou muitos portugueses. A culpa (também) é do açúcar

Man eating sushi

créditos: (c) Brand X Pictures

Houve uma altura em que era todas as semanas. Religiosamente, ao jantar de domingo, Miguel Correia tinha de ir comer sushi. Chegava a percorrer 30 quilómetros. «Só não era todos os dias ou mais vezes por semana por razões financeiras. Por mim, era capaz de comer sushi todos os dias», assegura o gestor de projetos. «E nunca consigo comer pouco. Saio de lá sempre de barriga cheia. Desde pequeno que adoro arroz e o modo como os japoneses o preparam torna-o ainda mais irresistível», acrescenta ainda.

Nos últimos anos, sobretudo nos grandes centros urbanos, esta especialidade da gastronomia japonesa democratizou-se. Há quem «diariamente ingira sushi em grandes quantidades e, apesar de se sentir culpado, volte a ingeri-lo novamente, no dia seguinte», descreve Teresa Branco, fisiologista da gestão do peso. No seu consultório, é muitas vezes confrontada com verdadeiros adictos a este tipo de confeções à base de arroz e de peixe cru. Há uma explicação.

«A elevada quantidade de açúcar de rápida absorção, que este tipo de refeição oferece, tende a despoletar mecanismos de compensação e recompensa que geram prazer e levam à vontade de repetir o mesmo tipo de sensação», justifica. Se é o seu caso, a especialista aconselha a, para além de se moderar a quantidade, preferir peças com mais peixe e menos arroz (a proteína e gordura do peixe promovem maior saciedade) e evitar as peças fritas.

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