Se o seu filho tem 5 ou 10 kg a mais não espere pelos 100

Ele come… Come porque gosta. Come por prazer. Come porque está em frente à televisão. Come porque está no computador a jogar. Come porque está mais triste ou stressado. Come simplesmente porque sim… E você, como pai ou mãe, o que faz?
créditos: AFP

Nos dias que correm e na sociedade em que estamos inseridos já não comemos só por necessidades fisiológicas, como a fome. Comemos por uma série de razões e, a maior parte delas, só nos fazem mal e nos fazem engordar. E as crianças de hoje em dia parece que já nascem com isto incutido.

Ora, obviamente que, quando nascem não têm hábitos, rotinas ou vícios. E como é que os ganham? Como é que, de “um dia para o outro” olha para o seu filho e vê que ele está deitado no sofá, a ver televisão, com um pacote de bolachas e uma coca cola? E isto acontece todos os dias… Ou quase todos… E percebe que não é saudável, que não é o melhor comportamento que ele pode ter mas… O que poderá dizer-lhe? Como poderá, então, reagir perante esta situação?

Deparo-me, frequentemente, com pais desesperados sem saber o que podem fazer. Principalmente, sem saber como controlar o que os filhos comem. Porque chegam aos 10, 11 anos e começam a ter um poder diferente; seja um poder de compra (nos bares da escola ou no café ao lado); seja um poder persuasivo sobre os pais, avós ou tios. E a comida acaba por ser um escape. Um escape emocional, principalmente.

A comida como compensação

A comida acaba também por ser uma compensação – dos pais que estão pouco tempo com os filhos; dos avós que gostam de mimar os netos; dos tios que trazem doces todos os fins de semana. Enfim… A comida tem um poder muito grande sobre todas as crianças. E o grande problema é quando não consegue mais controlar esse poder.

O grande problema é quando se depara com toda esta situação e percebe que os 5 ou 10 kg a mais já foram há muito tempo e o seu filho já está com quase 100 kg.

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