Quem me ajuda a emagrecer?

Não basta fechar a boca ou desatar a praticar exercício como se não houvesse amanhã. Guia dos especialistas que o podem orientar num processo de perda de peso

Se perder peso não é fácil, muito menos é manter essa perda e assegurar que tal não é feito à custa da saúde. Para o conseguir, há que mudar o foco. Do número de quilos perdidos em determinado (pouco) tempo, para a adoção contínua de um estilo de vida saudável e das melhores estratégias para alcançar o peso desejável para si. Se já se encontra neste paradigma de pensamento, terá percebido que deve ser guiado por uma equipa multidisciplinar de profissionais, com papéis complementares e a trabalhar em sinergia para o objetivo de a ajudar a ter sucesso.

A importância da ajuda de um endocrinologista

«Qualquer pessoa que tenha excesso de peso e queira emagrecer deve consultar um médico», advoga João Jácome de Castro, endocrinologista, justificando que «uma pessoa com excesso de peso tem, muitas vezes, risco aumentado de diabetes (se não for já diabética), hipertensão arterial e/ou hipercolesterolemia, entre outras doenças. E o excesso de peso associa-se a risco de doenças como a litíase da vesícula, algumas doenças malignas, problemas do aparelho locomotor e doenças respiratórias».

Neste sentido, «perder peso deve ser parte integrante de um projeto de melhoria da saúde e, porque não podemos tratar uma pessoa por peças, a intervenção do endocrinologista é muitíssimo importante como distribuidor de jogo entre a equipa», afirma ainda o especialista.

Os métodos de trabalho deste especialista

- Despiste de doenças endócrinas que podem estar na origem do excesso de peso, através de análises clínicas (sangue e urina), em colaboração com o médico de família.

- Avaliação física completa, incluindo avaliação cardíaca, e despiste e tratamento de doenças associadas à obesidade, como a diabetes, a hipertensão e a dislipidemia.

- Definição, com a restante equipa, de um plano de perda de peso, que prevê sempre alimentação e atividade física e, em casos mais graves, pode incluir a toma de fármacos ou o recurso a cirurgia.

- Encaminhamento para apoio psicológico ou, em alguns casos, psiquiátrico, quando há alterações comportamentais que o justifiquem.

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