Psicologia do exercício

O guia de um dos maiores investigadores nacionais para treinar a sua motivação

«Não devemos assumir que o exercício físico é muito importante para toda a gente. É normal que algumas pessoas queiram ocupar o tempo de formas que consideram melhores para o seu bem-estar físico, mental, espiritual ou social».

Pedro Teixeira, professor e investigador na área do exercício físico, destaca-se pela sua abordagem inspirada na psicologia da
auto-regulação comportamental centrada na motivação individual.

Com o objetivo de «ajudar as pessoas a refletirem sobre se o exercício deve fazer parte da sua vida», identifica e desconstrói ideias, muitas vezes inconscientes, que criam expetativas desadequadas, conduzindo à frustração e ao abandono da prática. «Dizer que o exercício físico faz bem à saúde tornou-se tão normativo que tem pouco impacto nas decisões individuais», defende. Aliamo-nos a esta visão libertadora para a estimular a repensar a forma como encara o exercício físico em sete passos.

Obstáculos que pode superar:

- Falta de tempo

«Quando valorizamos uma atividade, o tempo aparece. Lembre-se que, enquanto faz exercício, pode aproveitar para conversar com amigos, planear o dia ou resolver problemas e que até personalidades com grandes responsabilidades, como Nelson Mandela, Bill Clinton e Albert Einstein tinham tempo para fazer caminhadas», refere o especialista.

- Cansaço

«Com o treino, aquilo que é cansativo vai deixando de o ser. Por outro lado, embora canse fisicamente, o exercício não cansa animicamente. Pelo contrário, tende a fazer-nos sentir mais energéticos e ativos psicologicamente. Ter esta experiência pode bastar para superar esta barreira. Se o cansaço físico é muito incomodativo para si, pode escolher exercícios de intensidades mais baixas e aumentar um pouco a duração, explica Pedro Teixeira.

- Idade

«O nosso corpo foi feito para se mexer, desde que começamos a ter algum controlo sobre os nossos movimentos até deixarmos de ter controlo completo. durante toda a vida, torna-se mais apto quando o exercitamos, mesmo quando já há algum desuso. Se começa tarde, deve pedir conselho a um profissional para evitar lesões e se sentir segura, mas isso não diminuirá em nada a sua experiência», refere o especialista.

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