Mirtilos combatem stresse oxidativo

Um estudo da Florida State University assegura que a ingestão regular deste fruto reduz a hipertensão em apenas dois meses. Mas os seus benefícios não se ficam por aí

Fruto típico do verão, de sabor suave e adocicado, os mirtilos são muito ricos em substâncias antioxidantes, as antocianinas. De acordo com pesquisas científicas, estas têm um papel importante na redução do stresse oxidativo, ajudando a prevenir as alterações celulares que estão na origem de muitos cancros e a reduzir os efeitos do envelhecimento precoce, provocado pela alimentação desequilibrada, exposição a poluentes e à ação nociva dos raios ultravioletas. Em termos nutricionais, os mirtilos são ricos em hidratos de carbono (15 g por 100 g) e fibras (2 g por 100 g).

Este fruto tem ainda um teor apreciável de vitaminas lipossolúveis A e K (19,3 mcg por 100 g). Devido ao seu teor em vitamina K, o mirtilo pode exercer um efeito muito positivo na mineralização óssea, melhorando a absorção do cálcio. Outros dos efeitos positivos do consumo regular deste fruto são a redução da pressão arterial devido ao seu teor em potássio, cálcio e magnésio, e a redução do risco de enfarte do miocárdio. Graças ao seu teor em fibra alimentar, ajudam à regularidade do trânsito intestinal e à saciedade.

Estes frutos podem ser consumidos frescos, associados a iogurte, batidos, sumos, doces e compotas ou ser integrados em cereais de pequeno-almoço, como o muesli ou a granola, em saladas em associação com o queijo feta ou frutos secos, como nozes, amêndoas, pinhões e avelãs. Um estudo da Florida State University (FSU) divulgado no início de 2015, que monitorizou mulheres em fase de menopausa, comprovou que a ingestão regular deste fruto reduz a hipertensão no prazo médio de oito semanas.

Texto: Miguel Rego (nutricionista e mestre em saúde pública)

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