Como não engordar nas férias

Dicas para manter a forma enquanto descansa e se diverte

Passamos o ano a culpar o stress e a falta de tempo pela alimentação pouco saudável.

Mas nas férias acabamos por engordar, quando planeámos justamente o oposto.

A desorganização dos hábitos alimentares e a inércia associada ao descanso são responsáveis pela acumulação de quilos indesejados no final do verão. Como manter a forma sem estragar as férias?

Se dedicou os três últimos meses a pôr-se em forma, qual é a lógica de deitar tudo a perder em três semanas de férias? O objetivo pode não ser emagrecer nas férias (afinal, não é altura para sacrifícios). Mas manter a silhueta que conquistou é o mínimo. E é fácil de conseguir. Teresa Branco, fisiologista na gestão do peso da Clínica Metabólica, explica porque sentimos vontade de comer. «A fome deriva da necessidade do corpo em obter energia, resultando da diminuição da glicose no sangue», esclarece.

«A resposta imediata do cérebro à redução da glicose é a manifestação da vontade de ingerir alimentos. Quanto maior a fome, maior o desejo por alimentos de fácil absorção, que proporcionam a rápida reposição dos níveis de açúcar no sangue», sublinha. É crucial manter os níveis de glicose estáveis, para não sentir fome descontrolada que leva ao consumo exagerado e aleatório.

Comer de três em três horas é a chave. Há também que saber distinguir entre a fome fisiológica e a vontade de comer (que pode ser fome emocional, nomeadamente comer para compensar sentimentos de ansiedade, tristeza ou frustração) ou simples vício de boca. Este último traduz-se, frequentemente, no costume de petiscar.

Em férias parece que há tentações onde quer que vá, nomeadamente, as cervejas na esplanada, as bolas de berlim e gelados na praia, as bolachas ao lanche, as sobremesas em casa dos amigos, os aperitivos antes do jantar, os cocktails nas saídas à noite, os cachorros quentes e as tostas mistas de madrugada.

Petiscar ao longo do dia é, muitas vezes, um comportamente quase inconsciente. Seja forte e esteja atenta aos sinais que o seu cérebro envia ao estômago. Não ceda a gulodices ou ao vício de boca.

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