Comida picante para viver mais e melhor

O consumo de comida picante tem aumentado bastante no ocidente, o que podem ser boas notícias para a nossa saúde, tendo em conta que se acumulam os estudos sobre os seus benefícios.

A ciência comprova-nos que tornar a nossa alimentação mais picante pode ajudar-nos a viver mais tempo, diminuindo significativamente o risco de várias doenças e aliviando o sintoma de outras.

Os principais benefícios encontram-se num dos componentes químicos da malagueta, a capsaicina, presente em grandes quantidades na malagueta e pimenta caiena. Todas as pimentas contêm capsaicina, mas o teor da substância varia entre os diversos componentes do género Capsicum.

Por exemplo, um estudo realizado no Larner College of Medicine da Universidade de Vermont, concluiu que o consumo regular de malagueta (Capsicum frutescens) reduziu em 13% a taxa de mortalidade e acrescenta em média mais 10 anos de vida.

O estudo que envolveu mais de 16.000 pessoas ao longo de 23 anos demonstrou uma significativa redução de doenças cardiovascular entre os consumidores regulares de malaguetas.

Alguns benefícios comprovados da capsaicina:
• Impede o crescimento das células tumorais na próstata
• Potente ação anti-inflamatória e analgésica, para artrite , fibromialgia
• Ajuda a perder peso
• Previne gripes e constipações com potentes propriedades antimicrobianas e antivirais
• Propriedades antibacterianas, sendo inclusive capaz de matar a resistente H.Pylori
• Benefício contra doenças cardiovasculares , redução do mau colesterol e da placa de ateroma

O maior estudo prospetivo sobre a comida picante foi publicado em 2015 e que envolveu 512.891 participantes ao longo de 4 anos, conclui que o consumo regular de comida picante estava inversamente associado com a mortalidade geral e específica.

Neste artigo vimos principalmente o papel da malagueta e da capsaicina, mas existem outros alimentos “picantes”, com0 o gengibre, pimenta preta e canela, com muitos outros estudos que comprovam também estes e outros benefícios.

Não é toda a gente que gosta de picante, mas é uma questão de hábito. Vamos aos pouco apimentar os nossos pratos e colher todos os benefícios associados.

Miguel Figueiredo
Medicina Integrada Funcional
Coaching alimentar
Formador: Curso de Alimentação Saudável e Funcional

Brahmi Wellness

artigo do parceiro: Susana Krauss

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