Caril, um poderoso aliado na luta contra o cancro

Vários estudos mostram benefícios do caril na luta contra o cancro
O cancro da próstata continua a ser um dos cancros com mais prevalência nos homens do mundo ocidental. É muitas vezes diagnosticado tarde demais, já depois de se alastrar a outros órgãos, tornando-se letal.



A curcumina, um composto extraído da planta de açafrão, é usado há séculos na medicina popular e começa agora a ser reconhecido pelas suas capacidades na redução de inflamações.



Uma investigação da autoria de Beatrice Bachmeier, de München Universität Ludwig-Maximillians, na Alemanha, que há vários anos estuda as propriedades do caril, examinou os procedimentos moleculares habituais no carcinoma da próstata e descobriu que as células tumorais libertam duas citocinas (a CXCL1 e a CXCL2).



Mas a introdução de curcumina no sistema, diminui a expressão dessas duas proteínas.



Num estudo anterior, Beatrice Bachmeier já tinha revelado que a curcumina reduzia de forma significativa a formação de metástases pulmonares, com base numa observação científica realizada num modelo animal com cancro da mama.



Um outro estudo irlandês, de 2009, revelou que as moléculas da curcumina conseguem destruir as células cancerosas de cancros como o do esôfago.



Os cientistas do Cork Cancer Research Center trataram células cancerosas esofágicas com a curcumina – um químico encontrado na especiaria, responsável pela cor amarela – e observaram a desintegração das células cancerígenas, relata o estudo publicado no British Journal of Cancer.



Outro estudo sugere que curcumina pode ajudar pessoas submetidas a quimioterapia para tratamento de cancros da cabeça e pescoço, diminuindo as doses de cisplatina administradas.



Investigadores da Escola Médica da Universidade do Michigan, nos EUA, adicionaram um composto à base de curcumina (FLLL32) às linhas de células de laboratório de cancros da cabeça e pescoço, reduzindo assim a dose de cisplatina utilizada na quimioterapia, sendo que a eficácia do tratamento se manteve, sendo ainda assim menos tóxico.



SAPO Saúde
artigo do parceiro: Nuno Noronha

Comentários