Aditivos alimentares: sabe o que anda a comer?

Leia sempre os rótulos. É fundamental saber o que comemos.
créditos: Spencer Platt/Getty Images/AFP

Regra geral, quando nos abastecemos de produtos alimentares, damos apenas atenção à designação do que pretendemos adquirir, ignorando, frequentemente, o conteúdo dos rótulos dos artigos alimentares que compramos.

De facto, na maior parte dos casos, ao adquirirmos, por exemplo uma maionese, uma sobremesa instantânea, uma refeição pré-cozinhada, enchidos, ou até refrigerantes, estamos a comprar produtos que incluem, na sua composição, aditivos (genericamente designados por E), cuja função desconhecemos muitas vezes.

O que são e para que servem estes aditivos? 

Tratam-se, de facto, de substâncias de origem natural ou sintética, na maior parte dos casos sem valor nutricional apreciável, que são adicionadas aos alimentos em pequenas quantidades durante o seu acondicionamento ou fabrico industrial, tendo em vista um determinado objetivo: aumentar a durabilidade do produto ou melhorar o seu aspeto, sabor ou estrutura.

Consoante a função que desempenham esses aditivos podem dividir-se em diversas categorias: corante, conservante, antioxidante, corrector de pH, estabilizante, emulsionante, gelificante, edulcorante, aromatizante, etc.

Apesar de serem utilizados em quantidades muito pequenas a sua utilização não é, por vezes, pacífica devido a vários motivos.

Desde logo, alguns deles, ao permitirem melhorar o aspecto final do produto, podem, por vezes, mascarar uma falta de qualidade das matérias-primas utilizadas no seu fabrico ou mesmo do processo em si. Se há alguns, como por exemplo as lecitinas (E322) que facilitam a homogeneização de um produto e são perfeitamente aceitáveis, outros há que não serão tão insuspeitos. 

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