Vítima de enfarte do miocárdio percorre o país de bicicleta para alertar para os riscos da doença

Helder Almeida percorre uma média de 70 quilómetros por dia pelo interior do país
8 de abril de 2013 - 16h34



Um médico que sobreviveu a um enfarte do miocárdio está a percorrer o país de bicicleta para alertar para os cuidados a ter após um enfarte do Miocárdio (músculo do coração).



Helder Almeida, de 63 anos, médico assistente no Hospital de Portalegre, está a percorrer uma média de 70 quilómetros por dia pelo interior do país.



"Ando de bicicleta de povoação em povoação. Faço um trajeto programado pela linha de fronteira, já que nos grandes centros urbanos há mais informação", disse hoje à Lusa o clínico.



Face à sua experiência de vida, desde o passado dia 1 de abril que se fez à estrada para percorrer principalmente as regiões do interior de Portugal, com finalidade de contactar a com as populações e assim dar-lhe "conselhos úteis e relatar uma realidade vivida".



"Eu pedalo e faço um esforço físico significativo, para as pessoas perceberem que tive um enfarte e que posso tolerar este mesmo esforço, o que significa que há pessoas que também poderão ter essa possibilidade", diz Helder Almeida.



O percurso teve início em Portalegre, passou por toda a Beira Interior, Douro Superior, Mogadouro e tomou a direção de Macedo de Cavaleiros, onde chegou hoje ao início da tarde.



"De Macedo de Cavaleiros vou traçar uma rota por Valpaços e pretendo chegar a Caminha daqui a três ou quatro dias, para depois descer até ao Algarve, terminando o périplo em Portalegre, onde tudo começou", descreveu.



O médico tem como consultórios os quartéis de bombeiros das localidades por onde vai passando, locais onde dá palestras aos socorristas, bem como à comunidade em geral, apoiando-se por vezes, e quando as condições o permitem, em imagens recolhidas durante a colocação de um "stent" - um minúsculo tubo expansivo feito em aço inoxidável ou outros materiais, "que permite a circulação sanguínea em caso de insuficiência coronária".



"Quando sofremos um enfarte, o doente não se pode deixar abater, ficar deprimido, ou pedir a reforma. O melhor é procurar sempre apoio médico, o que poderá em muitos casos ajudar a uma boa recuperação", concluiu o médico -ciclista.



Lusa
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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