Vinte portugueses internados com gripe A, mas situação não é alarmante

Francisco George, da Direção-geral de Saúde, assegura que não há perigo acrescendo
25 de fevereiro de 2013 - 09h26



O número de portugueses infetados com o vírus da gripe A atualmente internados nos hospitais nacionais ascende a 20, mas a Direção-Geral de Saúde (DGS) informou hoje que a situação, em termos gerais, “não será alarmante”.



O diretor-geral de Saúde explicou que “este ano não há um excesso de mortalidade associado à atividade gripal, portanto a situação é muito distinta da que se verificou na época anterior”.



“Há uma atividade gripal que se aproxima do seu pico. É verdade que há casos graves em que as pessoas estão internadas [nos cuidados intensivos], mas o número de casos está dentro daquilo que tínhamos planeado em termos de antecipação”, realçou Francisco George.



Atualmente há 20 casos de internamentos nas unidades de cuidados intensivos dos hospitais portugueses devido à gripe A, mas, de acordo com o diretor-geral da Saúde, “é preciso ter em conta que estas situações sempre ocorrem”, pelo que “não há aqui um dado novo”.



“Estes casos que têm quadros clínicos mais graves, com complicações que exigiram internamento em cuidados intensivos, são situações provocadas em especial pela gripe de tipo AH1, a gripe que emergiu pela primeira vez em 2009 e que de alguma ‘dinastia’ nós sabíamos que iria provocar situações deste tipo”, sublinhou.



Francisco George realçou ainda o facto de ter havido em Portugal “um grande impulso” no que respeita ao cuidado na transmissão de informações aos portugueses sob a forma de prevenção da infeção da gripe e com a vacinação, que, pela primeira vez, foi distribuída a quem tinha 65 ou mais anos.



“Essas informações foram insistentemente comunicadas à população. A importância de reforçar as medidas de higiene respiratória, higiene pessoal de lavagem das mãos, mas também da vacinação”, lembrou o diretor-geral.



A vacina sazonal distribuída em outubro contempla três estirpes: o AH1, o AH3 e o Tipo B.



Neste contexto, além das situações detetadas e que estão a ser seguidas nos hospitais, “muitas delas dramáticas”, não se irá registar em Portugal “um problema com uma magnitude preocupante”.



“Os portugueses estão mais informados e mais protegidos e aqueles que adoecerem devem manter-se em casa e tomar medidas de isolamento”, salientou.



O ministro da Saúde, Paulo Macedo confirmou no sábado à noite que na última semana houve uma maior afluência aos hospitais de doentes com gripe A, parte dos quais se encontra internada em unidades de cuidados intensivos.



O ministro referiu, contudo, que a situação não justifica qualquer alarme, na medida em “tem havido menos casos” de gripe e em que a mortalidade tem sido “muito menor do que no ano passado”.



Falando à margem de uma iniciativa do PSD, em Coimbra, Paulo Macedo destacou que a vacina protege contra várias estirpes da gripe que estão em circulação, acrescentando que quem se quiser vacinar “ainda vai a tempo”.



Alguns centros de saúde, disse, já estão a fornecer a vacina gratuitamente a outros grupos da população além daqueles que são considerados de risco.



Lusa
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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