VIH/Sida: 2.500 jovens infetados a cada dia, um em dois novos casos ocorre entre os 15 e os 24 anos

Todos os dias 2.500 jovens são infetados com o VIH/sida em todo o mundo e quase um em cada dois novos casos de infeção em adultos ocorre entre os 15 e os 24 anos, segundo um relatório de várias organizações internacionais hoje divulgado.

“Oportunidades na crise” é o nome do documento que traça o cenário da infeção pelo VIH/sida nas camadas mais jovens a nível mundial, uma publicação da Unicef, da Onusida, da UNESCO, da Organização Mundial da Saúde, da Organização Internacional do Trabalho e do Banco Mundial.

De acordo com um resumo do documento, a que a Lusa teve acesso, quase um em cada dois novos casos de infeção pelo VIH em adultos ocorre entre os 15 e os 24 anos.

“No mundo, muitos jovens empurrados pelas provações económicas, pela exploração, pela exclusão social e pela falta de apoio familiar viram-se para o comércio do sexo e para o consumo de drogas injetáveis. Enfrentam um risco extremamente elevado”, refere o relatório.

São 2.500 os jovens que todos os dias são infetados com o VIH. Para muitos destes é resultado de negligência, exclusão e de violações que ocorreram, muitas vezes com o conhecimento de famílias ou comunidades.

Segundo o relatório, em 2009 havia cinco milhões de jovens entre os 15 e os 24 anos a viver com VIH e na faixa etária de 10 a 19 anos serão cerca de dois milhões de adolescentes a viver atualmente infetados. A maior parte destes jovens encontra-se na África subsariana.

São as mulheres as mais afetadas. Entre os jovens, 60% dos que contraem VIH são do sexo feminino a nível mundial, proporção que sobre para os 72% em África.

O relatório reconhece os sucessos conseguidos em matéria de acesso aos medicamentos antirretrovirais, mas admite que o mundo “precisa desesperadamente de novas estratégias para a prevenção”.

“Para cada duas pessoas que recebem o tratamento contra a sida que ameaça as suas vidas, outras cinco contraem a infeção, o que representa uma situação impossível para muitos países pobres e suas comunidades”, alerta, no documento, o diretor administrativo do Banco Mundial.

01 de junho de 2011

Fonte: Lusa/SAPO

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