Viaturas de emergência afetas a hospitais com 500 horas inoperacionais em agosto

Falta de tripulação na origem da elevada taxa de inoperacionalidade
15 de setembro de 2014 - 15h16



As 42 Viaturas Médicas de Emergência e Reanimação (VMER) estiveram mais de 500 horas inoperacionais em agosto, sobretudo por falta de tripulação, menos de metade da inoperacionalidade destes meios de socorro registada em janeiro.



Dados do INEM a que a Lusa teve acesso revelam que, em agosto, a taxa de inoperacionalidade das VMER foi de 527,67 horas, enquanto em janeiro esse valor atingiu as 1.212,66.



Nos primeiros oito meses deste ano, a inoperacionalidade foi mais significativa nas viaturas afetas ao Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos, (999,02 horas inoperacionais), ao Hospital Distrital de Faro (997,78 horas), Hospital Distrital Santarém (869,62 horas), Centro de Saúde de Albufeira (840,62 horas) e Hospital de Santo António, no Porto (543,37 horas).



O principal motivo para a inoperacionalidade destas viaturas é a falta de tripulação que, em agosto, foi responsável por 435,36 horas paradas.



Cabe aos hospitais a que estas viaturas estão afetas assegurar os recursos humanos – médico e enfermeiro – que integram este meio de emergência médica pré-hospitalar.



O INEM sublinha que a taxa de operacionalidade das VMER “continua a melhorar”.



Em relação a agosto, este instituto refere que as 42 VMER existentes em território continental atingiram uma taxa média de operacionalidade de 98,3%, “o valor mais elevado desde que existe registo”.



Em janeiro, a taxa média de operacionalidade das VMER foi de 96,1 por cento.



Em declarações à agência Lusa, o presidente do INEM sublinhou os níveis de operacionalidade conseguidos em 2014 e que “nunca tinham sido alcançados”.



Para o INEM, a melhoria da operacionalidade deve-se a recente legislação que atribuiu ao diretor do serviço de urgência dos hospitais um reforço do papel na coordenação e funcionamento destas viaturas.



O instituto atribui ainda a melhoria ao “acompanhamento permanente destes dados efetuados pelo INEM, fazendo-os chegar diretamente aos hospitais e sensibilizando para a necessidade de manterem as VMER operacionais”.



Paulo Amado de Campos refere ainda a dificuldade que caracteriza o mês de agosto, sobretudo devido às férias, mas que mesmo assim atingiu níveis de operacionalidade positivos.



“Não podemos querer que, de um dia para o outro, se venha a alterar totalmente a situação”, disse, mostrando-se confiante de que, “em pouco tempo”, se atinja uma operacionalidade de 100 por cento, no que diz respeito à tripulação das viaturas.



A VMER é um veículo de intervenção pré-hospitalar destinado ao transporte de uma equipa médica ao local onde se encontra o doente.



O seu principal objetivo consiste na estabilização pré-hospitalar e no acompanhamento médico durante o transporte de vítimas emergentes.



Por Lusa
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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