Veterinários defendem redução do IVA

A bastonária da Ordem dos Médicos Veterinários, Laurentina Pedroso, defende a descida do IVA e a possibilidade de deduzir no IRS despesas de tratamentos com animais, para contornar crise no setor.

Em declarações à agência Lusa a propósito das comemorações dos Dias Mundiais do Animal e do Médico Veterinário, Laurentina Pedroso adiantou que a descida do IVA (atualmente nos 23%) e a dedução de consultas e tratamentos no IRS vão estar em debate no próximo sábado no Funchal, ilha da Madeira.

“A efeméride vai ser celebrada no sábado pela primeira vez na Madeira, com a realização de um seminário onde vão ser abordadas também as estratégias de controlo de animais errantes e o papel do médico veterinário no âmbito dos canis e gatis municipais que são inexistentes na Região Autónoma”, contou.

Laurentina Pedroso adiantou à Lusa que atualmente existem em Portugal cinco mil médicos veterinários que têm sido afetados pela crise em que o país vive.

“A crise do país reflete-se em todas as profissões e ainda mais nas que são liberais. A crise veio afetar o trabalho médico veterinário a nível dos animais de companhia, clínicas, consultórios, mas também a que está relacionada com a produção animal, produção agrícola”, explicou.

A mesma responsável disse que os cinco mil médicos veterinários que existem no país, sendo liberais, sem apoio do Estado, podiam melhorar a sua situação se o IVA baixasse.

“Outra das situações que ajudava médicos e cidadãos seria a possibilidade de se poder deduzir no IRS o custo dos tratamentos e consultas com animais”, acrescentou.

Laurentina Pedroso alertou para o facto de as famílias levarem cada vez menos os seus animais ao veterinário, "por falta de dinheiro".

“Lembro que, para ajudar as famílias em dificuldades, lançámos há quatro meses o projeto “Vet Solidário”, que tem como principais objetivos a solidariedade veterinária para com os mais desfavorecidos, através de apoio médico-veterinário para animais inseridos em famílias em situação de vulnerabilidade económica, incluindo idosos e animais de pessoas sem-abrigo”, explicou.

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