Vacinas evitaram dez milhões de mortes em cinco anos

As vacinas evitaram pelo menos 10 milhões de mortes entre 2010 e 2015, e protegeram muitos milhões de pessoas de doenças como o sarampo, a pneumonia ou a tosse convulsa, segundo dados da Organização Mundial da Saúde.

O impulso global para acabar com a poliomielite atingiu a sua fase final, havendo apenas três países que ainda estão a trabalhar para erradicar esta doença debilitante, adianta a OMS em comunicado.

O ambicioso Plano de Ação Global de Vacinas, que tem como o objetivo melhorar o acesso às vacinas em todas as regiões do mundo e, assim, prevenir milhões de mortes até 2020, começou forte, mas está a ficar para trás.

Perante esta situação, a Organização Mundial da Saúde desafia os líderes de saúde mundiais a fazerem da vacinação uma das maiores histórias de sucesso da medicina moderna.

Segundo a OMS, as vacinas têm sido uma das maiores histórias de sucesso da medicina moderna. A OMS estima que pelo menos dez milhões de mortes tenham sido evitadas entre 2010 e 2015, graças às vacinações realizadas em todo o mundo.

“Muitos milhões de vidas foram protegidas do sofrimento e incapacidade associados a doenças como pneumonia, a diarreia, tosse convulsa, sarampo e poliomielite”, sublinha no comunicado.

Em África

Só no continente africano, desde 2001, vacinas como a do sarampo ou da meningite já evitaram a morte de mais de 25 milhões de pessoas, disse recentemente Margaret Chan, médica e diretora-geral da OMS.

A Organização Mundial de Saúde salienta ainda que programas de imunização bem-sucedidos também permitem que as prioridades nacionais, como a educação e o desenvolvimento económico, se concretizem. A vacinação é um dos meios mais baratos e eficazes de prevenir doenças infeciosas graves.

Desde a criação do Programa Expandido de Imunizações (PEI) da Organização Mundial de Saúde, os níveis de imunização com as seis vacinas infantis básicas - difteria, tosse convulsa, tétano, poliomielite, sarampo e tuberculose -, subiram de 5% no início da década de 1980 para cerca de 80% em todo o mundo atualmente.

Estas são as 10 principais alterações ao Plano Nacional de Vacinação este ano:

    1. À nascença a vacina BCG (vacina contra a tuberculose) deixou de ser recomendada de forma universal desde junho de 2016, passando para uma estratégia de vacinação de grupos de risco.
    2. Aos 2 e aos 6 meses de idade a VHB (vacina contra hepatite B), a Hib (vacina contra a doença invasiva por Haemophilus influenzae b), a DTPa (vacina contra a difteria, tétano e tosse convulsa) e a VIP (vacina contra a poliomielite), são administradas com uma vacina hexavalente (DTPaHibVIPVHB).
    3. Aos 18 meses de idade os reforços da DTPa, da Hib e da VIP fazem-se com uma vacina combinada pentavalente (DTPaHibVIP).
    4. Aos 5 anos de idade faz-se a 2ª dose de vacina combinada contra o sarampo, parotidite epidémica e rubéola (VASPR 2).
    5. Aos 5 anos de idade fazem-se os reforços da DTPa e da VIP que se mantêm com uma vacina combinada tetravalente (DTPaVIP).
    6. Aos 10 anos de idade, as raparigas fazem a 1ª dose de HPV9 (vacina contra infeções por vírus do Papiloma humano de 9 genótipos). Mantém-se o esquema de duas doses (0, 6 meses).
    7. As mulheres grávidas, entre as 20 e as 36 semanas de gestação, são vacinadas contra a tosse convulsa com a vacina Tdpa (vacina contra o tétano, difteria e tosse convulsa, doses reduzidas)
    8. Os reforços com Td (vacina contra o tétano e difteria, doses reduzidas) em adolescentes e adultos, ao longo da vida, são alterados: Primeira dose de Td aos 10 anos de idade; Continuação com reforços aos 25, 45, 65 anos de idade, e posteriormente, de 10 em 10 anos.
    9. Aos ≥7 e <10 anos de idade, no esquema vacinal tardio (“1.3 Esquemas vacinais de recurso”) recomenda-se a vacina contra o tétano, difteria e tosse convulsa (Tdpa, doses reduzidas).
    10. Às pessoas com risco acrescido para determinadas doenças, recomendam-se ainda as vacinas: contra tuberculose (BCG), infeções por Streptococus pneumoniae (Pn13 e Pn23) e doença invasiva por Neisseria meningitidis do grupo B (MenB).
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artigo do parceiro: Nuno Noronha

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