Vacina contra meningococos do grupo B pode estar disponível no próximo ano

Doença meningocócica, que pode provocar meningite ou septicemia, tem maior incidência em crianças
28 de maio de 2013 - 15h49



Uma vacina contra os meningococos do grupo B, os responsáveis por mais casos de meningite e septicemia meningocócica, poderá estar em comercialização em Portugal no próximo ano, segundo fonte oficial da Direção-Geral da Saúde (DGS).



A doença meningocócica, que pode provocar meningite ou septicemia, tem uma maior incidência em crianças, sobretudo menores de quatro anos, tem uma letalidade entre os 08 e os 10% e uma elevada frequência de sequelas graves.



Segundo adiantou à agência Lusa a subdiretora-geral de Saúde, Graça Freitas, a doença meningocócica do grupo B ainda não tem vacina disponível, estando neste momento a ser fabricada e em fase de licenciamento.



Graça Freitas disse ainda que esta vacina deverá ser autorizada e poderá entrar em comercialização em Portugal no próximo ano.



As declarações da subdiretora-geral da Saúde surgiram a propósito de um relatório do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, hoje divulgado, sobre a doença meningocócica em Portugal em 2011.



O documento indica que o país registou 85 casos de meningite e septicemia meningocócica em 2011, uma doença com a taxa de incidência a baixar, mas com a estirpe do grupo B a representar a maioria dos casos.



De acordo com o relatório, entre 2003 e 2011, registou-se em Portugal uma tendência decrescente da doença, sobretudo dos casos provocados por estirpes C, após a introdução da vacina.



Aliás, em 2011, apenas foi isolada a estirpe C da doença em duas pessoas: num adulto turista e numa criança sobre a qual se desconhece o estado vacinal.



Os casos de doença por meningococos do grupo B continuam a ser os mais frequentes em Portugal, representando 72% dos casos em 2011.



O número de casos de estirpes do grupo Y continua a ser bastante reduzido, mas teve um aumento que é classificado como assinalável, passando de uma proporção de 1,7% dos casos entre 2002 e 2010 para 14,5% em 2011.



Lusa
artigo do parceiro: Nuno de Noronha

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