Vacina contra a gripe é mais eficaz nas mulheres do que nos homens

O estudo não mostrou uma relação direta entre a testosterona e um grau menor de resposta imunitária

27 de dezembro de 2013 - 15h11



A vacina contra a gripe geralmente é menos eficaz nos homens do que nas mulheres, aparentemente devido aos altos níveis de testosterona, uma hormona masculino que detem as reações do sistema imune, revelou um estudo publicado nos Estados Unidos.



Há muito tempo que se sabe que os homens são mais vulneráveis do que as mulheres a infeções bacterianas, virais ou parasitárias, mas até agora desconhecia-se a razão. O sistema imunitário masculino também não responde com a mesma força que o das mulheres às vacinas contra a febre amarela, o sarampo e a hepatite, afirmam os autores da investigação.



O estudo, feito com 34 homens e 53 mulheres, mostra que os anticorpos da vacina contra a gripe têm uma resposta geralmente mais forte nas mulheres do que nos homens. Mas a reação imunológica média dos homens com baixos níveis de testosterona foi mais ou menos similar aos das mulheres, afirmaram os investigadores da Universidade de Stanford na Califórnia e do Instituto Nacional de Saúde e Investigação Médica da França. O estudo foi publicado na edição desta semana das Atas da Academia Americana de Ciências (PNAS).



Estudos anteriores feitos em células humanas in vitro ou em animais também revelaram que a testosterona tem propriedades anti-inflamatórias, o que leva a crer que poderá haver uma interação entre esta hormona masculina e a resposta do sistema imunitário.



O estudo não mostrou, no entanto, uma relação direta entre a testosterona e um grau menor de resposta imunitária. No entanto, aparentemente a reação do sistema imunitário é reduzida pela ativação de um grupo de genes vinculado aos níveis elevados de testosterona, explicou Mark Davis, professor de imunologia da Universidade de Stanford, principal autor do estudo.



"Trata-se do primeiro estudo a mostrar uma relação clara entre os níveis de testosterona, a atividade dos genes e a resposta imune em humanos", afirmou.



SAPO Saúde com AFP

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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