Utentes exigem novo centro de saúde no concelho do Seixal

Só em Corroios, 20 mil pessoas não têm médico de família
5 de maio de 2014 - 10h20
Dezenas de utentes concentraram-se hoje junto ao centro de saúde de Corroios, no Seixal, para exigir a construção de um novo equipamento, considerando que o atual espaço tem más condições e que existe espaço para novos médicos.
"O projeto de construção do novo centro de saúde está parado desde a entrada em funcionamento deste executivo governamental. Tentámos por várias vias obter informações sobre o processo, que esteve em PIDAAC em 2007, foi-se arrastando e desde 2011 que não temos informações", disse à agência Lusa José Lourenço, da Comissão de Utentes.
O responsável explicou que a comissão efetuou quatro plenários com a população e que decidido avançar com formas de luta, assegurando que estas vão aumentar se não houver uma resposta.
"Corroios tem 54 mil habitantes, dos quais 20 mil não têm médico de família. Este edifício é um prédio com vários andares e sem elevador, o que condiciona pessoas com fraca mobilidade e também dificulta a necessária expansão, pois não há espaço para colocar mais médicos", afirmou.
José Lourenço lembrou que existe um terreno cedido pela autarquia há cerca de uma década para ser construído o novo centro de saúde, afirmando que não se compreendem os motivos que levam o processo a estar parado.
Junto ao centro de saúde, onde decorreu a concentração, alguns utentes aguardavam pela abertura para conseguir marcar uma consulta.
"As pessoas vêm para aqui muito cedo para a porta para conseguirem consulta. Chegamos a ter aqui pessoas doentes, debaixo de chuva, desde as 06:30, em condições desumanas, porque precisam de uma consulta", frisou.
José Lourenço lembrou que já foram feitas algumas obras no prédio onde funciona o centro de saúde, mas que não resolveram os principais problemas, relacionados com a mobilidade e falta de médicos.
"O que fizeram aqui foram algumas obras de cosmética, como pinturas, mas que não resolveram nenhum problema", concluiu.
Por Lusa
artigo do parceiro: Nuno de Noronha

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