Utentes em protesto contra eventual privatização do hospital de Cantanhede

Cerca de uma centena de pessoas, entre utentes e representantes sindicais, protestaram hoje em Cantanhede, distrito de Coimbra, contra a eventual privatização do hospital local, apesar do Governo ter negado essa intenção.

Cerca de uma centena de pessoas, entre utentes e representantes sindicais, protestaram hoje em Cantanhede, distrito de Coimbra, contra a eventual privatização do hospital local, apesar do Governo ter negado essa intenção.

A porta-voz do Movimento de Utentes dos Serviços Públicos (MUSP), Fátima Pinhão, disse à Lusa estranhar as declarações do secretário de Estado Adjunto da Saúde, que garantiu que o receio da privatização do Hospital de Cantanhede "não tem razão de ser" e que a única possibilidade é a cedência da gestão à Misericórdia local.

"Isso é um bocado estranho, porque a Misericórdia de Cantanhede é privada. Ou querem enganar as pessoas ou estão a recuar na privatização", afirmou.

Sexta-feira, em Coimbra, o secretário de Estado Adjunto da Saúde, Fernando Leal da Costa, frisou que o hospital "mantém-se no Serviço Nacional de Saúde", e que "as pessoas com vínculo ao Estado continuam com esse vínculo". "Não se trata de nenhuma privatização, porque o Estado não vai vender o hospital a um operador privado", disse o governante, referindo que "aquilo que se discute é a devolução da gestão à [Santa Casa da] Misericórdia", como já aconteceu nos hospitais de Fafe, Anadia e Serpa.

O secretário de Estado disse ainda ter "dúvidas" que o processo de cedência da gestão do Hospital de Cantanhede esteja terminado "até ao final de 2015", sendo uma "negociação complexa", em que se tem de avaliar se a devolução da gestão passa a ser uma "mais-valia".

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