Utentes de Sines ouvidos no Parlamento em defesa de serviços públicos

Utentes dos serviços públicos de Sines, subscritores de uma petição que visa a "defesa" do tribunal, das finanças e do centro de saúde, vão pedir, na quinta-feira, no Parlamento, medidas que garantam a sua manutenção e qualidade.

O objetivo do grupo é que estes "serviços de proximidade essenciais para a população" se mantenham "em pleno funcionamento, seja em termos materiais, seja humanos", disse hoje à agência Lusa um dos elementos, Sandra Garcia.

Na petição, apresentada na Assembleia da República (AR) no dia 28 de novembro de 2014 e subscrita por mais de duas mil pessoas, é exigida a "imediata construção do novo Centro de Saúde" de Sines, no distrito de Setúbal, devido à "degradação do existente".

As obras do novo edifício já iniciaram, no final do ano passado, o que Sandra Garcia considerou, em parte, "o reflexo da luta" da população, no entanto, os utentes pretendem saber se o prazo de 14 meses indicado para os trabalhos "vai ser cumprido".

Tencionam também questionar sobre o número de funcionários que vão estar afetos ao serviço de saúde, uma vez que, "se forem os mesmos, os problemas subsistem", indicou a peticionária.

Por seu lado, o Juízo Misto do Trabalho e da Família e Menores de Sines esteve na iminência de encerrar em setembro do ano passado, passando as suas competências para o tribunal vizinho de Santiago do Cacém, mas, um despacho da ministra da Justiça fez com que aquela valência se mantivesse a funcionar "transitoriamente".

"Não é isso que queremos", afirmou Sandra Garcia, frisando que o tribunal deve ficar "definitivamente" em Sines, cidade que constitui um "grande" polo portuário e industrial, com "muitos trabalhadores com problemas laborais".

Na audição dos primeiros subscritores da petição, a decorrer quinta-feira à tarde, na AR, a manutenção do serviço de Finanças daquela localidade do litoral alentejano vai também ser assunto de discussão.

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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