Usar códigos de barras na área da saúde permite reduzir erros e baixa custos

Tecnologia permite reduzir até 42% os erros na medicação

02 de junho de 2014 - 13h16

A utilização do sistema dos códigos de barras nos hospitais pode reduzir até 42% os erros de medicação e a sua aplicação generalizada na área da saúde permite poupanças que podem chegar aos 791 milhões de euros a 10 anos.

Um estudo que será apresentado esta semana em Lisboa, desenvolvido pela consultora do economista Augusto Mateus, mostra que há um potencial de poupança a 10 anos para a economia entre 561 milhões e 791 milhões de euros com a aplicação de uma tecnologia como a dos códigos de barras.

Segundo João Castro Guimarães, responsável da GS1 (entidade sem fins lucrativos que introduziu os códigos de barras em Portugal há 29 anos), trata-se atualmente de uma tecnologia mais evoluída do que os códigos de barras simples e que permite transmitir um maior número de dados.

Com a experiência conseguida com a rastreabilidade na área do comércio a retalho e com as melhorias tecnológicas introduzidas, é possível aplicar este sistema numa área “sensível como a da saúde”.

“Na Europa, a grande maioria dos países já usa esta tecnologia na área da saúde”, referiu João Castro Guimarães à agência Lusa, admitindo que este sistema permite imaginar um hospital ou uma farmácia como um hipermercado, ao nível da gestão e identificação de stocks.

Aqueles códigos podem ser aplicados a medicamentos ou dispositivos médicos e permitem “ter uma rastreabilidade da qualidade” de cada produto.

42% menos hipótese de erro na medicação

Em termos de segurança para o doente, esta tecnologia permite reduzir até 42% os erros na medicação.

Aliás, João Castro Guimarães refere que, com este sistema, poderiam ter-se evitado os casos de cegueira de seis doentes no hospital de Santa Maria, que ocorreram em 2009, depois de lhes terem sido administradas injeções intraoculares.

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