Urgências noturnas com todas as especialidades cirúrgicas só no Lisboa Norte e Lisboa Central

Organização das especialidades reunidas em dois centros de trauma
29 de maio de 2013 - 12h56
A partir de 01 de julho apenas as urgências noturnas dos centros hospitalares de Lisboa Norte (Hospital Santa Maria) e Lisboa Central (Hospital São José) irão dispor de todas as especialidades cirúrgicas, anunciou o presidente da Administração Regional de Saúde (ARS).
Luís Cunha Ribeiro, presidente da ARS de Lisboa e Vale do Tejo, fez este anúncio aos deputados da Comissão Parlamentar de Saúde, pelos quais está a ser ouvido a pedido do Bloco de Esquerda.
Garantindo que esta reestruturação não tem motivos economicistas, Luís Cunha Ribeiro reconheceu que a decisão leva em conta a carência de profissionais, nomeadamente em determinadas especialidades, uma vez que a partir dos 50 anos os médicos não são obrigados a fazer urgências noturnas e, a partir dos 55, estão dispensados dos serviços de urgência.
Assim, e a partir de 01 de julho, a organização deve assentar em dois centros de trauma com todas as especialidades cirúrgicas: o Centro Hospitalar de Lisboa Norte (Hospital de Santa Maria e Pulido Valente) e o Centro Hospitalar de Lisboa Central (São José, Santa Marta, Capuchos, Curry Cabral, Estefânia e Maternidade Alfredo da Costa).
Segundo Luís Cunha Ribeiro, o apoio noturno de neurocirurgia mantém-se no Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental (São Francisco Xavier, Egas Moniz e Santa Cruz) e no Hospital Garcia de Orta.
A reestruturação implica que “o apoio ao trauma com cirurgia geral e ortopedia se mantenha em todos os outros hospitais com urgência médico-cirurgica”.
O presidente da ARS de Lisboa e Vale do Tejo adiantou que estão a ser avaliadas outras especialidades, nomeadamente a neurologia, a gastrenterologia e a psiquiatria, nas quais “o movimento não justifica mais recursos do que os que são alocados a um ou dois hospitais, no máximo”, disse.
Segundo Luís Cunha Ribeiro, esta reestruturação está a ser preparada há um ano e depende da colaboração dos profissionais, uma vez que implica a deslocação de alguns para os centros que estarão a funcionar durante o período noturno (das 20:00 às 08:00).
A título de exemplo, o presidente desta ARS disse que este modelo de urgência noturna já se pratica na área da Otorrinolaringologia, com o atendimento a ser assegurado pelo Hospital de Santa Maria.
Lusa
artigo do parceiro: Nuno de Noronha

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