Universidade do Minho cria bebida alcoólica a partir da borra do café

Resultado da investigação considerado como uma das 25 melhores invenções do ano pela revista "Time"

21 de dezembro de 2013 - 15h32

Uma investigação da Universidade do Minho permitiu criar, a partir da borra do café, uma bebida com um teor alcoólico que a torna tão forte como vodka ou aguardente e que foi considerada pela revista "Time" como uma das 25 melhores invenções do ano.

Em comunicado, a Universidade do Minho explica que aquela é a primeira bebida destilada directamente da borra de café e que, por se basear no aproveitamento daqueles resíduos, tem "elevado potencial comercial".

Solange Mussatto, responsável pela investigação, lembra que os resíduos do café são "muito ricos", desde logo porque "a borra representa cerca de 80% do grão".

"A nova bebida foi identificada como café alcoólico mas, na verdade, é um destilado, como uma aguardente transparente, com 40 por cento de etanol e aroma a café", refere a investigadora.

O resultado é "diferente do que existia até agora", pois a nova bebida é obtida dos resíduos, ao contrário dos licores atuais, que são produzidos a partir dos grãos de café.

A nova bebida foi obtida em laboratório, depois de os resíduos secos de café serem fervidos em água e de esta ter sido coada, tendo-lhe sido adicionados açúcar e levedura para catalisar a fermentação.

"Num formato de produção em contexto industrial, apesar de o processo ser relativamente simples e barato, a recolha de grandes quantidades de borra de café necessita de um sistema com alguns cuidados, já que estes resíduos têm humidade e outros factores de fácil contaminação", realça a investigadora.

A patente já foi registada, aguardando agora os responsáveis por alguém que se interesse pelo produto, numa vertente comercial.

SAPO Saúde com Lusa

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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