Universidade de Aveiro trata doenças respiratórias de forma gratuita

Programa permite melhorar em 20% a tolerância ao esforço em doentes
12 de junho 2014 - 12h29



A Escola Superior de Saúde da Universidade de Aveiro (ESSUA) está a tratar gratuitamente pessoas que sofrem de doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC), no âmbito de um programa de reabilitação respiratória, anunciou hoje a Universidade.



Desenvolvido por uma equipa de investigadores daquela Escola, o programa de reabilitação respiratória da doença, vulgarmente conhecida como bronquite crónica ou enfisema, permite melhorar em 20% a tolerância ao esforço, entre 50 a 60% a força muscular e em 30% quer a sintomatologia (como falta de ar, tosse, pieira ou fadiga), quer a qualidade de vida relacionada com a saúde.



"O principal objetivo é reabilitar as pessoas com DPOC e ajudá-las a ajustarem-se melhor aos impactos da doença", explica Alda Marques, a investigadora responsável.



O programa de reabilitação respiratória da ESSUA é aberto à comunidade, de forma gratuita e realizado em grupo, com duas componentes principais: a fisioterapia respiratória e o apoio psicoeducativo.



A fisioterapia respiratória consiste em sessões de exercícios de controlo respiratório e de higiene brônquica e exercício físico.



"Cada sessão de fisioterapia é composta por aquecimento e exercícios de controlo respiratório, treino aeróbio e de força muscular, treino de equilíbrio e arrefecimento, incluindo também técnicas de relaxamento", aponta a especialista em doenças respiratórias.



O apoio psicoeducativo tem como objetivo geral "capacitar as pessoas com estratégias instrumentais e emocionais de forma a facilitar um ajustamento funcional e saudável à DPOC". "Temas como a informação acerca da doença, tratamento e evolução, gestão dos sintomas e controlo de exacerbações fazem parte desta componente", esclarece Alda Marques.



As sessões de reabilitação têm sido ministradas até agora de forma gratuita já que o projeto de investigação da ESSUA obteve financiamento da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT).



A estrutura base do programa de reabilitação respiratória da ESSUA é semelhante à de outros programas, geralmente implementados a nível hospitalar, mas veio demonstrar que podem ser aplicados no seio da comunidade, com benefícios idênticos.

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