Unidade Saúde Familiar em Santiago da Guarda, Ansião, deve abrir dentro de um ano

A construção da USF é um investimento de 409 mil euros, maioria comparticipado pela UE
17 de fevereiro de 2014 - 13h33



A Câmara de Ansião assinou hoje o contrato com a empresa que vai construir a Unidade de Saúde Familiar (USF) na freguesia de Santiago da Guarda, assumindo a responsabilidade da obra que deverá estar concluída dentro de um ano.



O presidente da Câmara de Ansião, Rui Rocha, disse que esta é uma obra "reivindicada há mais de dez anos", uma vez que a extensão de saúde atual "não reúne as condições que se impõem na área da saúde".



Os serviços médicos funcionam na junta de freguesia, num primeiro andar, onde o espaço disponível é pequeno. "O atual edifício é uma adaptação. A acessibilidade é um dos principais problemas, sobretudo para as pessoas com dificuldades de mobilidade", adiantou Rui Rocha.



O autarca acrescentou ainda que "o espaço é exíguo para fazer face a toda a oferta de serviços médicos".



Explicou ainda que o município estabeleceu um protocolo com a Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC) para ficar como "dono da obra". Em troca, a câmara "cedeu o terreno e pagou o projeto".



A construção da USF é um investimento de 409 mil euros, dos quais 348 mil euros são comparticipados pelo Feder – Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional. Os restantes "15% são assumidos pela autarquia", assegura Rui Rocha.



Com um prazo de execução de 360 dias, a obra deverá arrancar "dentro de cerca de um mês". O autarca informou que "falta o visto do Tribunal de Contas", mas garantiu que os trabalhos não vão esperar pelo parecer do tribunal.



Segundo o presidente da Câmara, a freguesia de Santiago da Guarda tem cerca de 3.200 habitantes. "Era a maior freguesia antes da agregação de Ansião [a outras duas freguesias]. Esta é a última das infraestruturas principais que Santiago da Guarda precisava para garantir qualidade e poder atrair jovens a fixarem-se na freguesia".



Depois da construção da USF, Rui Rocha espera não ter de vir a reclamar pela falta de médicos, o que "já é um problema". "A Administração Regional de Saúde do Centro tem a situação sinalizada. Temos falta de médicos não só em Santiago da Guarda, como noutras freguesias. Mas isso é um problema da região, não só do nosso concelho", lamentou.



Na freguesia de Santiago da Guarda, a população conta com um médico a tempo inteiro e outro a tempo parcial. "O que existe é rotatividade de alguns médicos para preencherem os seus ficheiros e chegarem ao maior número de pessoas".



Lusa
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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