Única unidade de paliativos de Bragança com corte de metade das camas

A única unidade de cuidados paliativos do distrito de Bragança vai perder metade das camas para reabrir uma unidade de convalescença encerrada há dois anos, disse o presidente da Unidade Local de Saúde (ULS) do Nordeste.
créditos: ANDRE KOSTERS/LUSA

O responsável, Carlos Vaz, confirmou hoje que a única unidade de paliativos para internamento de doentes em fase terminal da região “vai manter-se” no hospital de Macedo de Cavaleiros, mas “irá ter menos camas” que serão “à volta de dez”.

A unidade foi criada com capacidade para 20 camas, parte das quais serão agora transferidas para a unidade de convalescença, destinada a doentes com alta hospitalar ainda a precisar de cuidados até 30 dias, e que reabrirá com 15 camas, integradas na Rede Nacional de Cuidados Continuados.

Para o responsável pelos serviços de saúde na região, Carlos Vaz, esta alteração “não quer dizer que mais doentes ou os mesmos números”, pois espera que o alargamento das “visitas domiciliárias, com as equipas para irem a casa, evitem internamentos”.

O administrador justificou que “o paradigma dos cuidados paliativos está a mudar”. “Cada vez se aposta mais nas equipas domiciliárias que dão a mesma qualidade que dão no internamento e, seguramente para os doentes, é muitíssimo melhor estarem em casa confortáveis, no seio da família, do que estarem isolados num hospital”, acrescentou.

Perante um problema população do distrito envelhecida, com e muitos idosos a viverem sós e sem retaguarda familiar, Carlos Vaz acredita que “a estratégia não precisa de ser a de aumentar o número de câmaras de paliativos”. “Penso que há outras camas, nomeadamente de cuidados continuados de curta, média e longa duração que seguramente farão também esse apoio, até porque são serviços integrados”, apontou.

Ressalvou que “só vão para o domicílio os doentes que têm o apoio familiar, [para] os que vivem isolados é impensável”.

A unidade de convalescença de Bragança a ser reaberta foi encerrada há dois anos com o argumento de que os paliativos eram mais necessários na região.

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