Trinta e oito pessoas com legionella continuam nos cuidados intensivos

Trinta e oito das 336 pessoas infetadas no surto de legionella de Vila Franca de Xira continuam internadas nos cuidados intensivos, informaram hoje as autoridades de saúde e ambiente, adiantando que o risco de infeção é agora "praticamente nulo".
créditos: LUSA

"Trinta e oito doentes ainda se encontram em cuidados intensivos, 23 dos quais com suporte ventilatório", indica um comunicado distribuído aos jornalistas no final do último encontro da equipa composta por elementos de vários organismos da saúde e do ambiente.

O comunicado da Direção-Geral da Saúde, Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, Inspeção Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, adianta ainda que outros 183 doentes já tiveram alta.

Até ao momento ocorreram dez mortes confirmadas por Doença dos Legionários em doentes com idades compreendidas entre 52 e 89 anos (sete homens e três mulheres).

Desde 07 de novembro, registaram-se 336 casos de 'legionella' e em 327 dos casos, os doentes foram internados em hospitais da região de Lisboa e Vale do Tejo, em três na região norte, e em cinco na região centro e um na região do Algarve.

O documento informa que tiveram já alta 179 doentes internados nos hospitais de Vila Franca de Xira e nos restantes hospitais de Lisboa e Vale do Tejo, um dos doentes internados nos hospitais do norte, dois no centro e um no Algarve.

No final do último encontro da equipa criada para lidar com a infeção, o diretor geral da Saúde, Francisco George, revelou que as bactérias encontradas em doentes com legionella são semelhantes às detetadas numa torre de refrigeração da empresa Adubos de Portugal.

Na mesma ocasião o ministro da Saúde, Paulo Macedo, declarou extinto o surto.

Os resultados das análises, feitas pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, serão enviados para o Ministério Público "para eventual apuramento de crime ambiental com origem na água de uma das torres de refrigeração da empresa Adubos de Portugal (ADP)".

Contactada pela Lusa, a empresa Adubos de Portugal escusou-se a comentar o assunto.

Comentários