Treze doentes em isolamento devido a bactéria no Hospital de Gaia

A Coordenadora do Grupo Coordenador Local do Programa de Prevenção e Controlo de Infeção e Resistência aos Antimicrobiano do Centro Hospitalar Gaia/Espinho disse hoje que estão internadas, em isolamento, 13 pessoas, mas apenas duas merecem maior preocupação.
créditos: LUSA

“Dos 13 internadas em isolamento, dois têm quadros infecciosos, mas são doentes submetidos a cirurgias, que têm drenos e que, por isso, são mais vulneráveis. Têm dispositivos invasivos que favorecem a permanência da bactéria e o desenvolvimento de infeção. Por prevenção, classificamos como estando infetados com a bactéria”, afirmou.

Segundo a especialista, trata-se de uma bactéria presente na flora intestinal, que “desenvolveu ou recebeu um gene que lhe dá a capacidade de produzir uma enzima” resistente aos antibióticos.

“Torna-se preocupante quando passa para pessoas doentes, imunodeprimidas, com múltiplas comorbilidades. Dado que é resistente, tem uma alta taxa de mortalidade porque não temos sistemas de antibióticos adequados e eficazes para conseguir controlar a situação”, explicou.

Em declarações aos jornalistas, Margarida Mota sublinhou que, neste momento, “o risco de contágio baixou muito porque os doentes estão em regime de isolamento e estão a ser feitos rastreios a todos os contactos e aos doentes que tiveram contactos com infetados”.

“Estão sob medidas de vigilância até termos os resultados do rastreio. Todos os doentes que tiveram contacto com estes doentes são rastreados. É natural que para a semana possamos ter um número superior, mas porque os procuramos”, acrescentou.

Rastreios em curso

De acordo com Margarida Mota, até este momento foram rastreados 44 doentes e estão em curso mais quatro rastreios, que vão no segundo dia. O rastreio é feito com colheitas de três dias.

A responsável garantiu que estão criadas todas as condições para prevenir novos casos, quer ao nível de locais de isolamento, equipamento de proteção individual e formação os profissionais.

O Hospital de Gaia garantiu que não há, neste momento, nos seus cuidados intensivos doentes infetados com a bactéria, identificada em agosto naquela unidade.

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