Três em cada quatro portugueses desconhecem que estão em risco de ter zona

Sete em cada dez portugueses afirmam “já ter ouvido falar” da zona
28 de maio de 2014 - 10h01



Três em cada quatro portugueses desconhecem que estão em risco de desenvolver zona e cerca de 60% não sabem que a doença é causada pela reativação da varicela, revela um inquérito hoje divulgado em Lisboa.



O estudo "Zona e sua prevenção – O que sabem os portugueses” decorreu entre 14 e 24 de abril e foi elaborado através de um questionário que envolveu 5.452 portugueses com idades entre os 18 e os 65 anos.



Promovido pela Sociedade Portuguesa de Medicina Interna e pela Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar, o inquérito online teve como objetivo perceber o grau de conhecimento dos portugueses em relação à zona, uma doença dolorosa e debilitante que afeta cerca de uma em cada quatro pessoas ao longo da vida.



Segundo o inquérito, sete em cada dez portugueses afirmam “já ter ouvido falar” da zona, mas revelam grande desconhecimento em relação à doença, 80% não sabe que pode ser prevenida e apenas 10% refere a existência de uma vacina como forma de prevenção.



Em declarações à agência Lusa, o presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna, Teixeira Veríssimo, explicou que a zona é causada pela reativação do vírus da varicela, sendo a complicação da doença “a dor difícil de suportar”.



“Perturba muito a qualidade de vida das pessoas e, muitas vezes, não fica apenas por uns dias ou uns meses. Em muitas situações dura anos”, disse Teixeira Veríssimo.



O especialista de Medicina Interna sublinhou que “essa é a grande complicação da zona”, que pode ser prevenida com a vacina”, aconselhada a partir dos 50 anos, idade em que “a doença começa a aparecer com maior prevalência”.



De acordo com o estudo, apenas 11% dos inquiridos disseram saber que uma em cada quatro pessoas irá desenvolver a doença ao longo da vida e 79% não sabem que o risco de um episódio de zona mais do que duplica a partir dos 50 anos.



Relativamente ao impacto que a zona poderá ter na vida de uma pessoa, 43% desconhece que pode “provocar dor intensa com profundo impacto em termos de qualidade de vida”.

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