Transtornos mentais afetam até 20% dos jovens nos Estados Unidos

Transtorno de Défice de Atenção e Hiperatividade é o mais diagnosticado
17 de maio de 2013 - 09h52



Até cerca de 20% das crianças e adolescentes nos Estados Unidos sofrem de algum transtorno mental, como ansiedade, depressão ou défice de atenção, segundo um estudo publicado esta quinta-feira.



"De 13% a 20% dos jovens entre 3 e 17 anos que vivem nos Estados Unidos sofrem de transtorno mental" e estes números tendem a agravar-se, destacam os autores do estudo, realizado entre 2005 e 2011, cita a agência France Presse.



O transtorno de Défice de Atenção e Hiperatividade é o mais diagnosticado (em 6,8% das crianças e adolescentes), seguido dos transtornos de conduta (3,5%), ansiedade (3%), depressão (2,1%), distúrbios do espectro autista (1,1%) e síndrome de Tourette (0,2%), um transtorno neuropsiquiátrico caracterizado por múltiplos tiques físicos e vocais.



Os sintomas dos transtornos mentais mudam com a idade e podem manifestar-se por dificuldades em jogar, aprender, falar ou controlar as emoções, indicam os investigadores da agência federal dos Centros para o Controlo e a Prevenção de Doenças, responsável pelo estudo.



Os primeiros sintomas aparecem na infância, mas também podem surgir durante a adolescência. O autismo aparece nas crianças, principalmente entre os meninos, com idades compreendidas entre 6 e 11 anos, afirmaram os cientistas.



O estudo também mostrou que 4,7% dos adolescentes (12 a 17 anos) consomem regularmente drogas, 4,2% caem na dependência ao álcool e 2,8% no tabaco.



Os meninos são mais afetados do que as meninas pelo síndrome de Défice de Atenção e Hiperatividade, por distúrbios de comportamento e de espectro autista, ansiedade, síndrome de Tourette e pela dependência de tabaco.



O suicídio é mais comum entre os adolescentes do sexo masculino. Mas as adolescentes do sexo feminino são mais propensas à depressão e aos problemas com o álcool.



Em 2010, o suicídio foi a segunda causa principal de morte entre adolescentes depois dos acidentes, segundo o mesmo estudo.



SAPO Saúde com AFP
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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