Termas nacionais querem ultrapassar quota de 5% de clientes estrangeiros

Diretiva Europeia sobre Cuidados de Saúde Transfronteiriços está em discussão pública até dia 25

10 de novembro de 2013 - 06h30

O secretário-geral da Associação das Termas de Portugal afirmou que o setor não está satisfeito com o número de estrangeiros que atrai em média, a rondar os 5% do total, e espera promover-se junto de Espanha e Alemanha.

Para o secretário-geral da associação, João Barbosa, é preciso “captar clientes de mercados internacionais considerados estratégicos e que estão identificados” como é o caso de Espanha e da Alemanha, mas também, numa segunda linha, de França e Itália.

“Mesmo a nível europeu os 5% são uma medida mais ou menos estável. O termalismo na Europa, tirando um ou dois exemplos, como é o caso da Hungria e da República Checa, vive da clientela nacional”, referiu João Barbosa, sublinhando que Portugal “é um mercado difícil de crescer”.

O dirigente da Associação das Termas de Portugal realçou que pretendem “captar mercados internacionais” e pediu “que não dificultem as condições de acesso aos mercados”, referindo-se à elegibilidade do termalismo no âmbito da Diretiva Europeia sobre Cuidados de Saúde Transfronteiriços, que está em discussão pública até dia 25 deste mês.

João Barbosa salientou que os atores do turismo e da saúde devem estar unidos no esforço de promoção do termalismo para lá de Portugal numa “estratégia competitiva”.

“Desde prestadores de serviços, desde o setor dos transportes, hotelaria, entidades nacionais e regionais responsáveis pela promoção, todos estes interlocutores têm de estar alinhados para uma definição de uma estratégia do turismo de saúde e bem-estar muito clara no âmbito desta diretiva”, frisou o secretário-geral da associação, que classificou o setor como um “ponta de lança” para o turismo pela expressão que apresenta no território nacional.

SAPO Saúde com Lusa

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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