Termas de Portugal exigem comparticipações nos tratamentos

Existem 33 estâncias termais em funcionamento no país

20 de junho de 2014 - 15h00

A presidente da Associação das Termas de Portugal, Teresa Vieira, admitiu hoje que se a comparticipação do Serviço Nacional de Saúde em tratamentos termais fosse semelhante à praticada em França, o número de termalistas em Portugal duplicava.

"Olhando para exemplos estrangeiros, nomeadamente o caso francês, fica claro que se em Portugal tivéssemos comparticipações similares, o nosso número de termalistas duplicava", alegou.

À margem do seminário "Termas de S. Pedro do Sul, potencial para a geração de valor", que decorreu ao longo da manhã, Teresa Vieira sublinhou que o esforço individual de um francês é igual ao de um português.

"A diferença é que os tratamentos em França são comparticipados. Apesar de o nosso poder de compra ser inferior, os nossos termalistas continuam, ano após ano e sem comparticipações, a frequentar as termas porque se sentem melhor", apontou.

Na sua intervenção no seminário, a presidente da Associação das Termas de Portugal referiu que em 2013 foram contabilizados aproximadamente 100 mil aquistas.

Os clientes nacionais são os que mais visitam as 33 estâncias termais em funcionamento no país, representando 89,6 por cento do número de aquistas.

Os clientes estrangeiros representam apenas 10,4 por cento, chegando predominantemente de Espanha.

"82,2 por cento dos clientes estrangeiros são espanhóis, seguindo-se a França, com 8,9 por cento, e a Suíça, com 1,2 por cento", acrescentou.

Já em termos de mercado do turismo global, o turismo de saúde e bem-estar tem uma quota de 14 por cento.

Teresa Vieira aproveitou a ocasião para defender ainda que o termalismo, à semelhança da economia nacional, está a viver uma fase de recuperação.

"Houve uma fase em que se sentiu alguma estagnação e depois uma quebra. No entanto, já estamos a sentir alguma retoma, embora não com toda a força com que desejávamos, devido aos investimentos feitos", concluiu.+

Por Lusa

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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