Terapia com testosterona aumenta risco de morte por AVC ou ataque cardíaco

Testosterona melhora a função sexual, a densidade óssea e aumenta a massa muscular
6 de novembro de 2013 - 11h07



Os homens com mais de 60 anos tratados com testosterona para compensar alguma insuficiência desta hormoma correm um risco acrescido de morrer, sofrer um ataque cardíaco ou um acidente vascular cerebral (AVC), alerta um estudo publicado na terça-feira nos Estados Unidos.



Uma equipa de cientistas acompanharam 8.709 homens com deficiência de testosterona, 1.223 dos quais forma tratados para aumentar as taxas desta hormona.



Depois de três anos, 19,9% dos integrantes do grupo que não ingeriu suplemento de testosterona (com 64 anos, em média) sofreram AVC, fatal ou não, contra 25,7% nos pacientes tratados com este hormoma (com média de 61 anos).



Esta diferença de 5,8 pontos percentuais corresponde a um aumento de 29% do risco, afirmam os autores do estudo, entre eles Rebecca Vigen, da Universidade do Texas, em Dallas.



A investigação é publicada na edição desta quarta-feira no Journal of the American Medical Association (JAMA).



"Estes resultados aumentam a preocupação sobre a segurança do tratamento com testosterona", sobretudo entre os homens com mais idade, escreveram os autores do estudo.



Segundo eles, o número de receitas para tratamentos com testosterona quintuplicou entre 2000 e 2011 nos Estados Unidos para 5,3 milhões de receitas.



Esta terapia é recomendada para as pessoas com nível insuficiente de testosterona. Além da melhorar a função sexual e a densidade óssea, esta hormona aumenta a massa e a força muscular.



"Não sabemos por enquanto se este risco maior diz respeito apenas a homens tratados com testosterona para suprir uma deficiência ou aos jovens, que fazem uso para aumentar a sua força física", acrescentou Anne Cappola, da Universidade da Pensilvânia.



Segundo a cientista, um teste clínico que será feito com 800 homens com mais de 65 anos com deficiência de testosterona, no qual metade tomará esta hormona e a outra metade um placebo durante um ano, poderá fornecer informação mais precisa sobre o risco deste tratamento.



SAPO saúde com AFP
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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