Tempo quente pode atenuar sintomas da psoríase

A psoríase é uma doença autoimune que se manifesta no maior órgão do corpo humano, a pele

3 de junho de 2014 - 10h55

O tempo quente e seco induz, geralmente, melhorias nos sintomas e manifestações da doença. Uma exposição solar moderada ajuda a pele a cicatrizar, reduz a inflamação e desacelera a produção de células cutâneas, que originam a descamação da pele.

Apesar de a exposição solar ser benéfica na maior parte dos casos, há cuidados necessários a ter. “A utilização de protetor solar é obrigatória a quem frequente a praia ou piscinas, ao mesmo tempo que se devem evitar as horas de maior calor”, alerta Paulo Ferreira, médico dermatologista.

E acrescenta: “O vestuário deve ser o mais leve possível e de algodão, evitando tecidos que provoquem a irritação da pele. O mesmo se aplica à roupa interior, que deve ser sempre confortável e livre de elásticos”.

Antes de nadar, as pessoas com psoríase devem aplicar um creme hidratante e devem também limitar o tempo em que estão na água, devido ao cloro, químicos ou sal que possam irritar a pele sensível.

No entanto, a chegada do Verão pode trazer outros problemas aos doentes. O tempo quente obriga a colocar partes do corpo mais a descoberto, o que pode inibir os doentes com psoríase, erradamente alvo de descriminação por parte de quem desconhece que a psoríase não é uma doença contagiosa.

A psoríase é uma doença autoimune que se manifesta no nosso maior órgão – a pele, não sendo contagiosa é crónica e pode surgir em qualquer idade. O seu aspeto, extensão, evolução e gravidade são variáveis, caracterizando-se pelo aparecimento de lesões vermelhas, espessas e descamativas, que afetam sobretudo os cotovelos, joelhos, região lombar, couro cabeludo e unhas. Cerca de 10 por cento dos doentes acabam por desenvolver artrite psoriática. Em Portugal esta doença afeta mais de 250 mil pessoas e cerca de 125 milhões em todo o mundo.

A PSOPortugal, entidade com oito anos de existência, constituída em 2005, tem vindo a defender, apoiar e dar voz aos doentes de psoríase. E também a alertar e sensibilizar a sociedade para a discriminação social e profissional de que são alvo os cerca de 250 mil portugueses que sofrem de psoríase.

Por SAPO Saúde

artigo do parceiro: Nuno de Noronha

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