Tempestade de areia dificulta ainda mais a vida aos refugiados

Pelo menos duas pessoas morreram e outras 750 estão com problemas respiratórios no Líbano devido a uma tempestade de areia que varre o Médio Oriente e que já atingiu a Síria, informa o ministério da Saúde libanês.
créditos: AFP

"O número de casos de asfixia e transtornos respiratórios pela tempestade de areia já atingiu 750 pessoas", afirmou a tutela em comunicado.

Uma mulher "morreu ontem e outra hoje" no leste do país, disse ainda o ministro da Saúde, Wael Bu Faur, escreve a agência France Presse.

O Governo coloco o país em "estado de alerta" e pediu "às pessoas que sofrem de asma, alergias e doenças cardiovasculares e pulmonares crónicas, assim como os idosos, crianças e mulheres grávidas que permaneçam em casa, evitem a poeira (...) e coloquem máscaras".

Segundo o serviço meteorológico, a tempestade perderá intensidade a partir de quarta-feira à noite.

O vento de areia que sopra na região é um fenómeno que costuma ocorrer no Líbano, "mas durante a primavera, em março e abril", explicou o secretário-geral do Centro Nacional de Pesquisas Científicas (CNRS) no Líbano, Muin Hamzé.

A tempestade complica ainda mais a vida dos refugiados sírios em acampamentos da região semidesértica de Bekaa.

Na vizinha Síria, um país em guerra há mais de quatro anos, a tempestade atinge várias províncias, sobretudo a de Homs (centro), Aleppo (norte), Latakia (oeste) e Deir Ezzor e Deraa, estas duas últimas no sul, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), uma ONG com sede na Grã-Bretanha.

Em Mayadin, uma cidade do leste da Síria controlada pelo grupo jihadista Estado Islâmico (EI), os hospitais não podem receber mais pacientes por falta de cilindros de oxigénio, indica a OSDH.

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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