Telefones retirados dos centros de saúde de Lisboa por gastos excessivos

A Administração Regional de Saúde de Lisboa justificou esta sexta-feira a restrição de linhas telefónicas com acesso exterior nos centros de saúde com o “absurdo número” de linhas existentes e com o elevado custo em chamadas internacionais
créditos: HUGO DELGADO/LUSA

Os esclarecimentos da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARS-LVT) surgem depois de o Diário de Notícias ter divulgado hoje uma circular que pretende limitar o acesso direto ao exterior por parte dos médicos dos centros de saúde na zona da Grande Lisboa, com alguns profissionais de saúde a mostrarem-se indignados com a medida.

Num comunicado, o conselho diretivo da ARS refere que quando iniciou funções existiam nas várias unidades de saúde 8.750 ligações telefónicas diretas quando há cerca de 7.800 funcionários.

“Existiam mais ligações telefónicas diretas do que funcionários ao serviço”, justifica a ARS, indicando ainda que muitas das ligações nem sequer eram utilizadas, mas havia um custo de acesso cobrado por parte das operadoras de telecomunicações.

“Como é fácil de perceber, esta é uma situação incompreensível e com elevados custos (desnecessários) para os contribuintes”, acrescenta a nota.

A ARS-LVT argumenta ainda que se verificava um elevado custo em telecomunicações para chamadas internacionais feitas a partir dos telefones fixos de serviço, que “dificilmente podem estar relacionadas com questões de acompanhamento dos utentes ou com questões de serviço”.

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