Técnicos de diagnóstico em protesto contra "condições e ritmos de trabalho arrasadores"

Cerca de duas dezenas de técnicos de diagnóstico e terapêutica estiveram hoje de manhã concentrados junto ao Ministério da Saúde, em Lisboa, exigindo a revisão da carreira e protestando contra “condições e ritmos de trabalho arrasadores”.
créditos: PEDRO NUNES/LUSA

Em declarações à agência Lusa, o presidente do Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde das Áreas de Diagnóstico e Terapêutica admitiu a convocação de uma nova greve caso o Ministério da Saúde não retome brevemente as negociações bloqueadas em junho e que visavam a revisão da carreira.

“O governo bloqueou as negociações sem nenhuma explicação oficial”, disse Almerindo Rego, que esperava a marcação de uma nova reunião até ao fim deste mês, lembrando que sexta-feira é o último dia útil de novembro.

Num panfleto que os sindicalistas estiveram hoje a distribuir a quem passava junto ao Ministério da Saúde explica-se que os técnicos de diagnóstico estão “a ser explorados há 14 anos”.

“Nós somos (….) os profissionais de saúde a que os governos, nos últimos 14 anos, vêm prometendo ajustar a sua carreira ao nível de licenciatura que detemos”, refere o documento.

Lembrando que asseguram aos doentes serviços como análises clínicas, radiografias ou tratamentos de fisioterapia, os profissionais queixam-se ainda de que os seus salários “envergonham qualquer profissional de saúde”.

Os técnicos de diagnóstico e terapêutica estiveram em greve nos dias 31 de outubro e 3 de novembro precisamente para exigir a revisão da carreira, contestar a interrupção das negociações e reclamando da sobrecarga de trabalho.

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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